A onda de protestos de mulheres de policiais militares, no Rio de Janeiro, ganhou uma adepta famosa, a cantora gospel, #Fernanda Brum. Conhecida em todo o Brasil por suas músicas, a cantora aproximou-se das manifestantes e conversou com elas, na última sexta-feira (10). Também fez uma oração e disse que, ao que tudo indicava, ali haveria dias difíceis.

Fernanda é filha e enteada de PMs e, por isso, sensibilizou-se com o ato das parentes dos policiais. O Jornal Opção informou que a cantora não quis dar nenhuma declaração para a imprensa e, depois que foi embora, fez uma postagem em seu Facebook dizendo que compareceu até o local dos protestos para apaziguar a situação e tentar evitar conflitos.

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Abaixo segue o vídeo divulgado pela cantora, em que fala sobre a sua visita ao local dos protestos:

A situação no Rio de Janeiro

Apesar da presença apaziguadora da cantora, o clima no Rio de Janeiro não está tão calmo e otimista assim. Várias mulheres bloquearam portões de batalhões, impedindo que viaturas saíssem para trabalhar. Na sexta-feira (10), várias delas agrediram um policial que decidiu sair para cumprir o dia de serviço. Elas gritaram em coro e, em meio a agressões: "Vagabundo".

Um outro vídeo, que circula nas redes sociais desde sexta-feira, mostra uma mulher usando uma criança para poder impedir policiais de saírem para o patrulhamento. Um policial pediu para que ela saíssem da frente da viatura. Segurando uma criança de colo, a mulher disse que não sairia, pois estava protestando pelos salários atrasados.

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O policial tentou impedi-la de entrar na frente ao carro novamente e ela começou a gritar que estava sendo agredida, quando, na verdade, não estava.

No Espirito Santo, mais de 120 pessoas foram assassinadas desde o início da paralisação da PM e cerca de 703 PMs serão indiciados, uma vez que segurança pública é serviço essencial e, por isso, greves não são permitidas. A paralisação gerou prejuízo milionário ao governo e aos comerciantes, além de assaltos a casas e morte de pessoas.

No Rio, existe um prazo para que o pagamento em atraso seja feito até a próxima quarta-feira. Entretanto, alguns grupos de mulheres não querem apenas o pagamento de janeiro, mas sim tudo o que está em atraso. Por isso, elas ameaçam impedir a polícia de todos os batalhões de trabalharem, caso o acordo não seja cumprido. #Greve #Casos de polícia