O peemedebista Luiz Fernando Pezão está com o cargo de governador do #Rio de Janeiro ameaçado pela justiça. Seu mandato foi cassado pelo TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) nesta quarta-feira (8). O vice-governador Francisco Dornelles (PP) também sofreu cassação de mandato. Eles são acusados do crime de abuso de poder econômico e político, mas ainda cabe recurso da decisão junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Com os mandatos cassados, os dois políticos ficarão inelegíveis por oito anos. Após o comunicado da cassação, o TRE determinou a realização de #Eleições diretas para escolher o novo governador do Rio de Janeiro.

O afastamento foi decidido pela maioria dos votos do tribunal regional.

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De acordo com uma nota divulgada pelo órgão, o crime de abuso de poder econômico e político foram confirmados no momento em que o governo do Rio de Janeiro beneficiou financeiramente algumas empresas, que retribuíram a ajuda fazendo doações para a campanha #Política de Pezão e Dornelles.

O desembargador Marco Couto afirmou em seu voto que foi comprovada a celebração de contratos milionários em troca da ajuda financeira para a campanha dos políticos na disputa pelo governo do Rio. A assessoria de imprensa do governo carioca divulgou uma nota, informando que no momento em que for publicada a decisão, Pezão e Dornelles entrarão com recurso no TSE. Apesar da cassação, os dois ainda seguem no cargo, porque, como cabe recurso ao TSE, a decisão fica sem efeito.

A trajetória de Pezão

A trajetória de Luiz Fernando Pezão na vida pública o levou a se unir com nomes como o ex-governador Anthony Garotinho, por exemplo.

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Em 2005 ele foi subsecretário estadual de Governo e de Coordenação da então governadora Rosinha Matheus, mulher Garotinho.

Pezão conseguiu ser eleito vice-governador do Rio de Janeiro na chapa encabeçada por Sérgio Cabral Filho (PMDB) durante os seus dois mandatos (2007-2010 e 2011-2014). O político assumiu o Governo do Rio de Janeiro após a renúncia de Cabral em 3 de abril de 2014. No mesmo ano foi eleito governador do Rio no 2º turno das eleições com 4.343.298 votos, derrotando o hoje prefeito carioca senador Marcelo Crivella (PRB).