Na sessão ocorrida hoje (20), na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), apenas 28 parlamentares votaram contra a desestatização da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos). O texto base sofreu diversas alterações desde que foi publicado, mas a votação não ocorreu considerando as emendas adicionadas anteriormente. O motivo principal alegado por aqueles que desejam a privatização da companhia é que a venda para a iniciativa privada reduziria o rombo orçamentário governamental. Por outro lado, bancadas como a do PSOL-RJ argumentam que o valor da venda não chega a 10% da dívida adquirida pelo governo.

Manifestação

Durante a votação do texto base que propõe a desestatização da Cedae, a população foi para a frente da Alerj protestar contra o projeto.

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Os manifestantes defendem que a água é um direito do todo cidadão e acreditam que esta deve continuar sendo pública. Após a votação, alguns manifestantes foram encaminhados para a Delegacia de Polícia da Lapa.

Os argumentos a favor

Os parlamentares que se colocaram a favor do projeto de lei que prevê a privatização da Cedae afirmam que é a única forma imediata do Estado conseguir o dinheiro necessário para pagar em dia os servidores. Ademais, acreditam que os lucros gerados à máquina pública pela companhia são baixos, não fazendo com que valha a pena mantê-la sob controle estatal. Os partidos que tiveram unanimidade ao votar a favor da privatização foram: PHS, PMDB, PP, PPS, PROS, PSB, PSD, PSDC, PSL, PT do B e PTB.

Os argumentos contra

Os partidos PC do B, PSC, PSDB, PSOL e Rede visam outros caminhos para o fim da instabilidade econômica do governo estadual.

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Uma medida que acreditam poder amenizar a crise financeira é a cobrança das dívidas empresariais com o estado, que somam R$ 66 bilhões. Os parlamentares destes mesmos partidos também se opõem ao fim da estatização da Cedae, enunciando que a companhia oferece cursos de educação ambiental e capacitação profissional para jovens moradores de áreas carentes. #Brasil #Crise econômica