Com a chegada do carnaval, camelôs da cidade do Rio de Janeiro se inspiraram nos últimos desdobramentos nos presídios de Bangu. As camisas usadas diariamente pelos presos do local são vendidas e prometem tornar-se tendência para os blocos. Uniformes da cor verde, com os nomes estampados do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, sua esposa Adriana Ancelmo e o empresário #Eike Batista, chamam a atenção na praia de Botafogo. O preço de cada camisa é R$ 10 e ainda é possível negociar um certo desconto para a compra de duas peças ou mais.

O juiz federal Sérgio Moro também ganhou notoriedade com a fantasia Super-Moro, vendida em diversas lojas no centro do Rio de Janeiro.

Publicidade
Publicidade

Com a repercussão de seu trabalho na Operação Lava Jato, a roupa virou uma forma de homenagear o magistrado através de uma camiseta azul com escudo dourado no peito e uma capa vermelha. Porém, algumas pessoas criticaram a comparação do juiz com a de um herói.

"Eu vou me fantasiar de quem acha Moro herói: palhaço" - relata uma pessoa através dos comentários do portal "Extra Notícias".

Política e #Carnaval

As sátiras políticas presentes nas marchas de carnaval e a inclusão do humor para tratar dos últimos acontecimentos deste meio, são mais antigas do que parecem. De acordo com o livro "Política e Religiões no Carnaval", do jornalista e escritor Haroldo Costa, a relação entre política e carnaval remete a 1761, quando foi feita uma homenagem ao nascimento do príncipe da Beira D. José.

“O Carnaval no Brasil é um acontecimento que mobiliza todo mundo.

Publicidade

Tem crítica, mas também tem homenagem e elogio. Nos outros países a festa é mais localizada e, na maioria das vezes, consiste em um baile de máscaras ou um desfile de carros”. - diz o escritor.

No livro "A corte em festa: experiências negras em carnavais do Rio de Janeiro", o autor Eric Brasil defende: "O Carnaval sempre foi um ato político. Na Primeira República, a população negra utilizou o Carnaval para afirmar sua autonomia. Hoje, é um grande espaço de crítica política e social. No Carnaval, o humor e o sarcasmo funcionam como arma de transgressão política. A brincadeira é uma forma de manifestação”.

Sendo assim, seja através de homenagens ou de críticas, o carnaval é uma festa em que o humor do brasileiro prevalece e ganha notoriedade através de diversas gerações, acontecimentos de cada época e também no mundo inteiro. #SérgioMoro