O jogo #Baleia Azul, infelizmente, tem ganhado cada vez mais espaço na vida real. O desafio, que partiu de um movimento virtual que começou na Rússia, chegou ao Brasil e tem encontrado adeptos. Muitas pessoas dizem que quem participa do jogo o faz porque quer e que quem se suicida também tem poder de escolha, Mas as vítimas são, em sua maioria, adolescentes.

A adolescência é uma fase onde se enfrenta muitos problemas porque é, literalmente, a que liga a saída da infância e o ingresso na fase adulta. Dependendo do suporte familiar e escolar, essa fase pode ser amenizada e seus problemas podem ser sentidos com menos intensidade.

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Por outro lado, o oposto disso pode levar à depressão e ao #Suicídio.

Denúncias no Rio de Janeiro

Segundo o jornal Extra, a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro vai investigar, a partir desta segunda-feira (24), 101 denúncias de possíveis casos relacionados com o jogo Baleia Azul. A reportagem aponta que alguns aliciadores fazem contato por telefone e as ligações partem dos estados do Rio Grande do Sul e de Pernambuco.

Outros estados também estão sendo monitorados pela DRCI, que já possui um vasto material que está em seu poder. Duas adolescentes de 14 e 15 anos, que conseguiram sair do jogo porque as famílias procuraram a polícia antes da última tarefa, que é o suicídio, contaram aos policiais que são realmente 50 desafios, confirmando o que vem sendo amplamente divulgado pelos meios de comunicação.

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Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, um adolescente autista de 13 anos chegou à escola com cortes nos braços e foi encaminhado à Secretaria Municipal de Educação para investigação. Os bairros do Rio de Janeiro que apontam crianças vítimas do jogo são a Tijuca, Nova Iguaçu, Cabo Frio, dentro outros pontos na Zona Oeste.

Os mentores do jogo podem ser indiciados por homicídio e se condenados, a pena pode chegar aos 40 anos de prisão.

Disque-Denúncia

A delegada do DRCI, Fernanda Fernandes, preferiu não divulgar ao Extra quantos curadores já foram identificados por aliciar adolescentes no Rio de Janeiro, uma vez que a investigação segue em sigilo, mas afirma que a faixa etária das vítimas está entre 12 a 15 anos.

Há um grupo interno no Disque-Denúncia (2253-1177), criado especialmente para receber informações sobre o jogo. Adriana Nunes, que é a coordenadora do grupo, afirma que estão recebendo informações desde o dia 6 de abril e todas estão sendo investigadas.

Identifique o comportamento do seu filho

Jorge Aber, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, dá orientações aos pais de mudanças no comportamento dos filhos que podem indicar a participação no Baleia Azul. De acordo com ele, é importante que fiquem atentos a maneira de agir dos adolescentes para que possam ajudá-los a sair do jogo.

#Crime