O policial foi baleado na manhã desta terça-feira (11), durante uma tentativa de assalto no cruzamento das ruas Professor Manuel de Abreu e Felipe Camarão, em Vila Isabel, Zona Norte do #Rio de Janeiro.

O assalto

Neste assalto, o 6º Batalhão da Polícia Militar informou que alguns policiais voltavam do serviço na base da UPP não uniformizados. Quando foram abordados por bandidos na rua, houve intensa troca de tiros no local e um policial acabou sendo baleado na barriga. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. Até a publicação desta notícia, não havia maiores informações sobre a identidade e nem sobre o estado de saúde do policial.

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Os dois assaltantes também foram alvejados e estão sob custódia no mesmo hospital. Na ação, os policiais militares apreenderam um revólver calibre 38. O caso foi registrado na Cidade da Polícia.

No Facebook, alguns moradores postaram sobre o momento do tiroteio. "Os carros chegaram a andar na contramão. Muitos tiros", disse um deles. "Ouvi aqui da Rua Gonzaga Bastos. Espero que já esteja mais tranquilo", completou outro.

Rio de Janeiro em situação de guerra

Esse já é o terceiro policial militar baleado na mesma região em menos de um mês. No dia 30 de março, um PM foi assassinado ao reagir a uma tentativa de assalto dentro de uma loja na Boulevard 28 de Setembro. Segundo um levantamento do Sindicato de Bares e Restaurantes (SindRio), só nessa rua, principal via do bairro, 68 lojas fecharam as portas nos últimos meses.

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Na semana passada, houve um polêmico caso envolvendo policiais do estado, quando morreram três criminosos e uma estudante. Na ocasião, um vídeo gravado por uma pessoa que estava próximo da ação e divulgado nas redes sociais mostrou dois PMs atirando na cabeça dos elementos que estavam já baleados no chão, isso acabou gerando uma grande polêmica nas redes sociais e mídias brasileiras. Eles foram acusados de matarem inocentes e agirem com muita frieza.

Em defesa dos policiais envolvidos nessa polêmica, o porta voz da polícia do Rio relatou que os agentes que trabalham nas corporações cariocas vivem e presenciam momentos iguais à de uma guerra. Motivando, assim, atitudes realmente consideradas extremas pela população, porém, justificadas pelos salários atrasados e a incerteza de remuneração para os familiares em caso de morte. #Casos de polícia