De acordo com o jornal O Dia, um depoimento de suma importância foi ouvido nesta terça-feira (13). A técnica de enfermagem que estava na mesma ambulância que a médica Haydée Marques afirmou que a profissional sabia que o paciente o qual estavam em vias de atender se tratava de uma criança.

Isso é uma reviravolta no caso, uma vez que a profissional disse exatamente o contrário em seu depoimento na segunda-feira (12). Breno Rodrigues Duarte da Silva deixou de ser atendido pela médica Haydée Marques e morreu em decorrência do fato.

A técnica de enfermagem que fez a afirmação que pode ser decisiva no caso deu um depoimento de cerca de duas horas e afirmou que tentou convencer, juntamente com o motorista da ambulância, a Dra.

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Haydée a atender a criança.

Em depoimento prestado também na segunda-feira (12), a médica afirmou que estava triste e bastante abalada com a #Morte do bebê, mas que não fez nada de errado e não se arrepende de não ter atendido Breno, uma vez que solicitou uma unidade com pediatria para atendê-lo. Ela complementa ainda dizendo que não fez nada que fira o código de conduta médica.

A técnica de enfermagem, que trabalha para a Cuidar Emergências, empresa terceirizada que presta serviço à Unimed, disse que a empresa não possui ambulâncias que sejam para atendimento específicos para crianças, mas que todos os profissionais são treinados para atender quaisquer tipos de emergência, incluindo crianças.

Quem cuida do caso é a delegada Isabelle Ponti, que afirma que muita coisa ainda pode mudar no caso, uma vez que ainda há provas a serem apresentadas e analisadas.

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Por enquanto, o caso está sendo tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de dolo (morte).

Entenda o caso

O menino Breno Rodrigues Duarte da Silva sofria de epilepsia de difícil controle. Ele passou mal por conta de uma gastroenterite e sua mãe, Rhuana Lopes Rodrigues, de 28 anos, solicitou atendimento de emergência em ligação para a Unimed. A solicitação foi feita às 8h20 da manhã da quarta-feira passada (8). A ambulância chegou às 9h10.

O porteiro interfonou dizendo que a médica havia chegado e pouco depois interfonou novamente dizendo que ela havia ido embora. Também afirmou que a médica estava brava ao telefone e rasgou papéis que podem ter sido a solicitação de atendimento.

Câmeras flagraram a cena da médica rasgando a documentação e testemunhos do motorista da ambulância e da técnica afirmam que ambos tentaram convencê-la a atender a criança, mas nada puderam fazer diante da veemente recusa da médica.

Uma segunda ambulância foi chamada, mas quando esta chegou ao local, às 11h00, Breno já estava morto.

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#Hospital #Crime