Publicidade
Publicidade

Quando se fala em Rio de Janeiro, vem na cabeça itens como Maracanã, samba, malandragem e #crime organizado. Há mais de 30 anos a cidade acabou se tornando rota dos de muitas distribuidores de drogas. Dentre eles, destacaram-se principalmente os andinos. Eles utilizavam as facilidades da cidade maravilhosa para encaminhar entorpecentes a diversos países da Europa. Na época, não havia muita estrutura na América do Sul e com isso o Rio de Janeiro acabou se destacando e sendo utilizado para esses fins.

O consumo de cocaína só aumentava e com isso a produção também seguiu o mesmo ritmo, fazendo com que a droga se tornasse cada vez mais barata.

Publicidade

Pela facilidade do uso e por não deixar marcas no corpo, foi rapidamente aceita por pessoas dos diversos níveis da sociedade. Por volta de 1970, a forma mais comum do uso da droga era o “pico”, ou o consumo de drogas por injeção, o que deixava o usuário com marcas visíveis ao longo do corpo.

Nos últimos anos a produção de droga sofreu muita alteração. Com o objetivo de aumentar seus ganhos, os traficantes começaram a misturar cocaína com diversos produtos, de talco a química em geral. A evolução dos ganhos chamou a atenção de muitos grupos de bandidos, que se organizaram e trouxeram uma visão semelhante a de uma empresa, porém que mantém uma forma de gestão da concorrência de forma bem agressiva.

Desses grupos, se destacam CV e ADA. Há outros grupos ganhando destaque porém os dois citados são aqueles que mantém mais pontos de “boca de fumo”.

Publicidade

Com isso, guerras urbanas ganham cada vez mais destaque. E estamos vivendo novas cenas fortes ao longo desta semana. O destaque é que dessa vez não trata-se de uma combate entre as facções citadas acima mas sim de uma batalha interna pelo comando da facção ADA na região.

A Rocinha é dominada pela facção ADA e seu principal líder, Nem, está preso em Rondônia. Com isso, Rogério 157 assumiu o comando, mantendo a facção com o controle da comunidade. Porém, algumas posturas do atual líder da quadrilha estão indo contra o que Nem vinha pregando e isso está causando essa guerra vista ao longo dos últimos dias.

Mais de 50 homens armados com armas de alto impacto, como Metralhadora e Fuzil, invadiram a comunidade, matando diversos de seus concorrentes. Ao cair da noite, a guerra retorna. Bandidos criaram o “Bonde do Mestre”, em apoio a Nem, e contam com ajuda de bandidos da mesma facção em Macaé, Vintém e São Carlos.

De acordo com pessoas da comunidade, Rogério 157 encontra-se hoje no alto do morro, próximo de uma mata fechada, cercado por seguranças que querem mantê-lo como chefe do tráfico na #Rocinha. Antes da fuga, Rogério 157 mandou um áudio para os membros do ADA: “Nem não é mais dono de nada”.

A facção ADA já está oferendo um prêmio pela cabeça de Rogério 157, que gira em torno de R$ 100 mil, e pelo desenrolar desta guerra, é provável que logo o traficante Nem ganhe esse combate. #tráfico de drogas