Desde o início deste ano é anunciado pela Prefeitura do Rio, em reuniões e consultas públicas, novo decreto que substituirá o Decreto Nº 40.251 de 16 de junho de 2015, que regulamenta Food Trucks nas ruas do Rio de Janeiro. O novo decreto está sendo redigido na secretaria de Desenvolvimento, Emprego e Inovação, onde Clarissa Garotinho é a secretária. A secretaria passa a identificar no novo decreto não só os Food Trucks, mas também as Food Bikes, categoria que ainda não possui legislação para atuação. Segundo notícias internas, em julho, o documento iria para a assinatura do Prefeito Marcelo Crivela. Em agosto, Clarissa Garotinho declarou que estava nos últimos ajustes para a assinatura.

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De fato, ainda não houve a publicação do novo decreto, mas o que houve foi muita confusão causada pela prefeitura, ao retirar da Praça Mauá os trucks que ali estavam, ao vencer o contrato. Foi noticiado que estava para ser lançado um novo decreto que beneficiaria a todos, sendo este o motivo da remoção.

Nas pontas das facas, a Associação de Food Trucks do Rio (Acaso) soltou um comunicado que convocava os Food Trucks para no dia 17 de outubro fazerem uma grande manifestação em prol dos Food Trucks nas Ruas. O trajeto seria em fila indiana e terminaria em um determinado ponto, em quem doariam alimentos. O comunicado ganhou a boca do povo e da mídia e logo chegou a Prefeitura. Que no dia 16 de outubro enviou um oficio a Acaso, fazendo valer o Decreto Nº 40.251, convocando os Food Trucks interessados a atuarem nas ruas a se apresentarem na chamada pública.

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Com isso, a Acaso suspendeu a manifestação. Manifestação essa, ou não manifestação, mais eficiente dos últimos tempos.

De 25 de outubro a 25 de novembro, será o prazo de inscrição para as cozinhas móveis reivindicarem o alvará. E cada cozinha móvel terá que desembolsar cerca de R$ 680 reais por mês para o município.

Enquanto isso, as Food Bikes continuam a 'chupar os dedos' e esperar esse novo decreto.

A Alerj também já se manifestou sobre o assunto e está elaborando um decreto apelidado de Pedal Gourmet, para que haja a regularização das atividades em esfera estadual.

A cidade de São Paulo está mais avançada que a do Rio em relação à comida sobre rodas, inclusive disponibilizando espaços público que viram grandes parques de alimentação ao ar livre.

Outro ponto que deve ser considerado pelas autoridades públicas, que em tempos de crise quem empreende precisa de apoio dos órgãos, pois irão movimentar a economia local, em tempo em que modelos de negócios tradicionais não estão tendo fôlego para continuarem a existir e estão fechando as portas. #Foodtruck #comidasobrerodas #Gastronomia