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O Batalhão de Ações com cães, ou como é mais conhecido #BAC, este é o nome da unidade que faz parte do comando de operações especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro. As outras unidades são o Bope (Batalhão de operações especiais) e o Batalhão de Choque.

Segundo reportagem do jornal ‘’O Dia’’, de 13 de novembro, de janeiro até outubro deste ano o BAC apreendeu 9.631 toneladas de drogas, contra as 9.023 toneladas do ano anterior. Até a segunda semana de novembro foram subtraídas das mãos de bandidos 106 armas, sendo 27 fuzis. Novamente um número superior ao ano de 2016, em que foram apreendidas 81 armas, sendo 17 fuzis.

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Criado em 1955, o BAC conta atualmente com 228 PMs, em que 79 deles são cães, com dez filhotes que já estão em fase de treinamento para participarem do policiamento. Os cães em atividade de policiamento têm o mesmo horário de trabalho de um #PM, ou seja, para cada dia trabalhado descansam três. O mesmo acontece no caso dos feridos em combate, os cães também ficam de licença.

O comandante desta unidade especial da PM, o tenente-coronel Rubens Peixoto, diz que é preciso gostar de cães para trabalhar no BAC. O amor aos animais é visto na unidade com o desenho de um policial em que metade de seu rosto é a cara de um cão.

Além de farejar drogas, armas e explosivos, eles também atuam na localização e resgate de pessoas perdidas, recuperação de reféns, captura de bandidos escondidos, procura por soterrados, ossadas humanas, restos mortais, manifestações e até em jogos.

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O subtenente e adestrador Eugenio Silva faz parte da corporação há 29 anos, 27 deles dedicados ao BAC. O militar diz que os cães são capazes de atacar bandidos armados para salvar seus parceiros humanos, e no processo colocando suas próprias vidas em risco.

Eugenio Silva alegra-se com o fato de que até hoje nenhum cão ter perdido a vida em combate. Mesmo sem nenhuma baixa canina, os cachorros também saem feridos de operações policiais de confrontos com bandidos.

Os criminosos desenvolveram uma estratégia para tentar frear o avanço dos cães em seus territórios. Eles jogam cacos de vidro e pregos no chão para ferir os animais. Um cão ferido fica afastado entre 15 e 20 dias.

A PM, por sua vez, começou a equipar a tropa canina com sapatinhos emborrachados para proteger as patas dos peludos. O treinamento com este novo equipamento de segurança começará em dezembro.

O major Luís Renato Veríssimo de Souza é o responsável pela veterinária do BAC. O batalhão fica localizado no 16º BPM (Olaria).

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A veterinária tem toda a estrutura para atender os animais, o que inclui um centro cirúrgico.

O comandante diz que até mesmo os gatos que entram no BAC são tratados, pois os felinos comem ratos, que são prejudiciais aos cães. O perfil para um cão integrar o BAC é o de ter saúde excelente, pedigree e ser de raças como: pastores, rottweiler e labrador. Estas raças têm aptidões para o policiamento.

A tropa canina do BAC é nascida no próprio batalhão, frutos do cruzamento dos cães da unidade. Já aos 45 dias de vida os filhotes começam a ser testados, e aos seis meses de idade, começam o treinamento com duração de até um ano e meio.

Os cães são alimentados duas vezes ao dia com ração superpremium e nada de petiscos. Após a segunda refeição, os cães são recolhidos. Os adultos ficam em baias individuais e os filhotes ficam juntos.

Os bons resultados obtidos pelo BAC são devidos a muito treinamento e dedicação e a capacitação é dura e constante. Dos três cursos de capacitação, o curso de capacitação de adestradores de cães para emprego policial (Cacep) é o principal deles.

Sempre acompanhando os PMs, os cães também fazem parte destas atividades, participando até mesmo do treinamento com rapel, em que os animais podem ser colocados em locais de difícil acesso.