O #Carnaval do Rio de Janeiro enfrenta um de seus piores momentos. Faltando poucos meses para a principal festa carioca, a falta de verbas para as escolas de samba e as interdições impostas aos barracões deixam apreensivos os criadores do espetáculo quanto a qualidade do evento.

A exatamente 101 dias do início dos desfiles, as escolas de samba do Grupo de Acesso foram surpreendidas com o anúncio de corte de 50% do auxílio financeiro concedido anualmente pela Prefeitura do Rio de Janeiro. As agremiações que desfilam na sexta-feira de Carnaval já enfrentam dificuldades para concluir os trabalhos.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), alega que o motivo do corte das verbas para os desfiles do Carnaval carioca é a falta de dinheiro nos cofres públicos.

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valor que seria destinado às creches e ao setor de saúde do município. O carnavalesco da Acadêmicos da Rocinha, Marcus Ferreira, chegou a questionar em sua página no Facebook a falta de verba para as creches.

Para Marcus, a situação é caótica para as escolas do Grupo de Acesso. Falta tinta para a conclusão das alegorias. Ele diz que as peças já deveriam estar prontas em novembro, como no ano passado. Revela ainda que não é possível fazer um desfile com R$ 400 mil de subvenção da prefeitura.

Carnaval do Grupo Especial

As escolas do principal grupo que desfila na Avenida Marquês de Sapucaí também enfrentam problemas. As escolas chegaram a ameaçar não desfilar na Sapucaí. Mas, ao contrário das irmãs do Grupo A, as 13 agremiações receberão da Prefeitura carioca a quantia de R$ 13 milhões, conforme acordo com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa).

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A primeira parcela de R$ 450 mil já foi paga. Crivella marcou o momento ao entregar ao presidente da Liesa, Jorge Castanheira, um cheque simbólico no valor total da subvenção.

Outro custo imposto às escolas de samba é a exigência de reforma nos barracões feita pelo Ministério do Trabalho. Os galpões foram interditados por conta de irregularidades nas instalações elétricas e problemas análogos.

Um acordo com os órgãos públicos incumbiu a Liesa de contratar um engenheiro elétrico e um engenheiro de segurança do trabalho para se responsabilizarem pela Cidade do Samba. As escolas também terão que contratar eletricistas próprios. O objetivo é reduzir riscos de acidentes como os acontecidos em 2017. São mais custos para a festa ficar mais segura do que em 2016, quando aconteceram acidentes com mortes.

A preocupação do vice-presidente administrativo da Beija-flor de Nilópolis, Almir Reis, é com o atraso na liberação dos barracões. A cada dia que passa, os custos do Carnaval aumentam. #riodejaneiro #entreternimento