Publicidade
Publicidade

Durante debate realizado na rádio CBN nesta semana, Renato Barbosa, Presidente da Associação Rio Sobre Rodas e Thiago Cesário Alvim, Presidente do Polo Novo Rio Antigo, fizeram suas colocações refente à regulamentação de #food Bikes, na Cidade do Rio de Janeiro.

O debate aconteceu na Rádio CBN e foi mediado pela repórter Bianca Santos e ocorreu no dia 28 de novembro. Thiago Cesário Alvin, colocou a posição dos comerciantes gastronômicos da região do Centro da Cidade, que segundo ele, foram muito atingidos com a crise econômica do país e que muitos restaurantes tradicionais da região da Lapa fecharam as portas este ano. Cita também que ambulantes e comerciantes ilegais geram grande prejuízo para os comerciantes que pagam altos tributos e tem custos altos com funcionários e despesas.

Publicidade

Onde seriam

Porém, Renato Barbosa coloca que a intenção das Food Bikes é agregar ao comércio e não criar uma concorrência desleal. E que mapeou junto a Prefeitura pontos da Cidade do Rio em que as Food Bikes poderiam atuar sem prejudicar o comércio local, citando como exemplo duas praças da região do Centro do Rio de Janeiro que hoje estão sendo ocupadas por moradores de rua.

Thiago Cesário deixa claro que a posição dele e dos comerciantes do Polo Gastronômico Novo Rio Antigo é contra a iniciativa, pois não haverá fiscalização e que são contra a atividades informais. Thiago ainda frisa que "na teoria o projeto é muito bonito" mas que na prática as Food Bikes serão mais ambulantes atrapalhando o comércio local.

Debate foi quente

O debate foi acalorado, Renato Barbosa ainda falou que hoje as Food Bikes atreladas a Associação Rio Sobre Rodas, são microempresas individuais e que pagam seus impostos.

Publicidade

Lembrou ainda que a capacidade de produção de um Food Bike é muito menor que a de um restaurante e que o que Associação está cobrando das autoridades municipais é que indiquem qual será o órgão fiscalizador e as normas que terão que seguir. E cita mais uma vez que a intenção das bikes é agregar ao comércio local.

Ao tomar a palavra Thiago faz a seguinte proposta a Renato Barbosa, que ele se comprometa a manter as bikes a uma determinada distância da rede de restaurantes. Após o pedido o debate vira um bate boca acalorado que precisa ser mediado e a repórter acaba com o debate.

Essa questão de novos entrantes em mercados tradicionais não é algo novo na Cidade. No ano de 2017 houve vários episódios com protestos e ações na justiça dos taxistas versus a empresa Uber. E até mesmo alguns episódios de violência. A crise econômica no país tem aquecido essas relações do comércio tradicional x novos entrantes. Com a crise, muitas empresas cortaram pessoal, e muitas pessoas resolveram empreender com o valor recebido na demissão.

Publicidade

Outro fator que precisa ser observado é que apesar da crise o mercado Food do Rio de Janeiro agitou a cidade do Rio de Janeiro que recebe cerca de três eventos gastronômicos por final de semana. Com esse mercado em alta, empreender nesse ramo parece algo atrativo, que gera crescimento de oferta e demanda por melhores preços, melhor atendimento e aperfeiçoamento dos serviços. #foodbike #Gastronomia