O que era para ser mais um dia comum de visitas familiares aos detentos no Conjunto Penal de Feira de Santana (BA) se transformou em horas de caos, pânico, medo e terror. Uma rebelião iniciada ainda no domingo (24) no Pavilhão 10 no presídio regional da segunda maior cidade da Bahia, a 110 quilômetros de Salvador, deixou ao menos oito detentos mortos, sendo um deles decapitado de forma bárbara.

Fortemente armados, portando facas e revólveres, os presidiários fizeram reféns, ao todo, 41 mulheres, sendo três delas grávidas, um homem e mais sete crianças. Todos eles foram capturados quando estavam na casa de detenção para mais um dia corriqueiro de visitas aos familiares detidos.

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O sequestro começou por volta de 14h30 do domingo. Segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia, o motim só teve um desfecho perto das 10h já desta segunda-feira (25).

O órgão público informou ainda que os presos foram controlados e levados de volta às celas, antes de passarem por uma revista realizada pelos agentes penitenciários. Curiosamente, apenas dois revólveres e uma pistola foram apreendidas na revista ao grupo que mantinha o sequestro.

A rebelião começou em decorrência de uma briga entre facções rivais que ocupam o Pavilhão 10 do presídio de Feira de Santana - que está com lotação em dobro se considerada sua capacidade máxima. O presídio tem capacidade apenas para 644 presos, mas atualmente conta com 1467. No setor da rebelião, o total seria para 152 detentos, mas 336 apenados encontram-se no local.

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Os dados são oriundos de um relatório publicado pela Administração Penitenciária.

Na tarde de domingo, os líderes do motim chegaram a exigir a presença de vereadores de Feira de Santana que integram a Comissão de Direitos Humanos e liberaram cinco reféns feridos. Entretanto, decidiram manter a situação de caos até esta segunda-feira. O comando da Polícia Militar na região e a diretoria do presídio foram os responsáveis por conduzir as negociações. #Crime #Violência