Na manhã desta quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do ex-jogador de futebol Edílson, mais conhecido como Edílson Capetinha. Edílson da Silva Ferreira mora em Salvador, Bahia. Edílson já jogou por vários clubes, entre eles o Corinthians e também na Seleção Brasileira.

Edílson Capetinha é suspeito de junto com uma quadrilha comandar um esquema de fraude no recebimento de bilhetes das loterias da caixa Econômica Federal. Os bilhetes que eram premiados e que o verdadeiro ganhador não retirava, dentro do prazo de 90 dias.

Esse dinheiro que ficava retido na caixa, era destinado para o Fundo de Financiamento Estudantil o (FIES).

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De acordo com a Polícia Federal, com esse esquema foi desviado para a quadrilha mais de 60 milhões. Só no ano de 2014 mais de 270 milhões em prêmios não foram retirados pelos ganhadores.

A quadrilha é composta com mais de 50 pessoas, e a polícia cumpriu 21 mandados de condução coercitiva (quando o suspeito tem que ir querendo ou não para a delegacia), 8 mandados de prisão temporária, 19 de busca e apreensão e mais 5 mandados de prisão preventiva, informa o procurador do ministério público, Hélio Telho.

Policiais confirmaram que os mandados foram cumpridos em 6 estados, sendo eles Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Bahia, Sergipe e Paraná. Com informações privilegiadas em mãos, a quadrilha contava com grandes correntistas e os mesmos ficavam encarregados de convencer os gerentes a participar do esquema, validando com suas senhas os bilhetes falsos.

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Durante as investigações, um participante do esquema foi preso tentando convencer um gerente a descontar um bilhete no valor de 3 milhões. Alguns meses depois esta pessoa foi morta, afirma a polícia.

De acordo com a Polícia Federal, os integrantes vão responder por organização criminosa, estelionato, tráfico de influência, #Corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público e evasão de divisa. Edílson se manifestou dizendo que não tem nenhum envolvimento com essa quadrilha #Futebol #Investigação Criminal