Nos últimos três anos, a Prefeitura de Salvador negociou os direitos exclusivos de comercialização da Cerveja Schin no #Carnaval de Salvador. Existem alguns pontos a serem ressaltados em tal procedimento: o primeiro é o fato de obrigar as pessoas um só tipo e marca de cerveja nas ruas que teoricamente é pública e como tal deve prevalecer o direito de todos. Imaginem que o que aconteceria se as pessoas não levassem seus whiskies caros para dentro dos bailes de carnaval, só porque a marca Johnny Walker é a escolhida para ser servida. O segundo fato é a exclusividade gerar uma renda ao município que aparentemente não teve uma licitação pública para lotear trechos do carnaval que se estende por vários quilômetros, incluindo o trecho do desfile antigo, do Campo Grande à Praça da Sé.

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Ambulantes reclamam o direito de vender outras marcas no Farol da Barra

É compreensível a contestação dos ambulantes que gerou o atraso no desfile, que foi noticiada nacionalmente pela emissora de TV a cabo GloboNews, integralmente, na tarde de segunda-feira. Segundo as reportagens dessa fonte e de outros jornais consagrados, os ambulantes estariam revoltados porque estavam comercializando outra marca de cerveja, o que contrariava o contrato realizado entre a Schin e a Prefeitura, mas cujos termos não estavam disponibilizados para a população nas ruas, tal como é feito com o Código do Direito do Consumidor, para que possa fazer a leitura e entender os detalhes de como fazer a reclamação. Assim falhou novamente a Prefeitura ao não informar adequadamente ao consumidor e ao vendedor ambulante sobre as conseqüências e os termos do contrato.

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Policia bate em ambulantes e atrasa desfile de trios no circuito Barra

É importante lembrar que o procedimento adotado pela Prefeitura, de chamar o policiamento para conter os ambulantes pode ser lembrado nas eleições municipais desse ano, pois a imagem ficou guardada e transmitida para todo o Brasil. O movimento foi apartidário, mas nada impede que as cenas possam ser utilizadas por partidos contrários à centenária família Magalhães, à qual o Prefeito pertence, lembrando a época dos militares quando o seu avô, o ex-governador e ex-senador Antonio Carlos Magalhães, foi indicado para ser governador do Estado da Bahia pelos generais, além de outros escândalos familiares que levaram à óbito alguns membros da família.

Turista vive assustado em Salvador, pela violência ou pela falta de higiene

O incidente ocorrido não é o único problema da cidade, que não apresenta banheiros públicos ao longo de uma extensa orla, com mais de 20 quilometros de praias muito lindas. As barracas que as pessoas tinham o hábito de freqüentar foram derrubadas e nenhuma outra urbanização foi construída para substituí-las.

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Outra intervenção desastrosa foi a instalação de bicicletas para aluguel ao longo da orla, mas a mesma não oferece segurança adequada e várias queixas de assaltos estão nos sites sobre hotéis prevenindo aos turistas, principalmente nos arredores da famosa praia do SESC, devido à instalação de um clube do mesmo nome na frente da praia.

Politicos baianos estão despreparados para as tecnologias da comunicação

Os políticos ainda precisam aprender algumas coisas e que vai ser comum esse ano: (a) população está no limite da paciência e não é uso de Policia Militar que vai resolver as manifestações; (b) a informação não está mais controlada pelos noticiários que pertencem a umas poucas famílias que filtram a informação contra seus interesses econômicos; (c) o povo está começando a tirar políticos e figuras públicas do seu posto através de manifestações (a exemplo do recente caso da demissão do Secretário de Educação do Estado de São Paulo, após invasões nas escolas públicas subirem a mais de 100); (d) finalmente, a função dos vereadores é fiscalizar atos do executivo, questionando e defendendo o povo e não o contrário. #Governo #Comportamento