Desde que foi implementado em Salvador, o serviço do #UBER na cidade vive momentos atribulados. Primeiro os taxistas passaram a agredir os motoristas e passageiros do serviço. Depois a prefeitura de Salvador tornou o Uber ilegal na capital e passou a multar quem for flagrado prestando o serviço, em até cinco mil reais. Agora, quando tudo parecia mais tranquilo, com os taxistas conformados e com pouca fiscalização da prefeitura, surge mais uma ameaça. E desta vez o problema é interno. Os motoristas do Uber planejam uma paralisação do serviço na capital baiana.

O motivo da #Greve é a suspensão dos incentivos que a empresa dava aos motoristas em Salvador.

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A paralisação, entretanto, ainda não tem data para começar. A estratégia dos motoristas é permanecer desconectados do aplicativo até que o Uber volte a pagar os incentivos que dava quando começou a operar na cidade. Os benefícios oferecidos no início da implementação aumentavam em até 60% os ganhos dos motoristas, e estavam atrelados a índices de desempenho como tempo de permanência conectado ao serviço diariamente e avaliação dos clientes. Com a promoção, o Uber buscou atrair mais profissionais para o serviço na capital baiana. 

De acordo com o jornal Correio, agora os motoristas recebem apenas a tarifa da quilometragem rodada (R$ 1,21 por quilômetro), a bandeirada inicial (aquela que o passageiro paga para começar uma corrida, no valor de R$ 2,50) e o tempo de viagem (R$ 0,20 o minuto).

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Para piorar, o Uber embolsa 25% de cada corrida. O motorista ainda arca sozinho com os custos de manutenção, combustível e seguro.

Ao Correio, o Uber confirmou que, no início do serviço, os motoristas realmente recebem um valor maior, como forma de atrair mais condutores e, ao aumentar a disponibilidade de carros, atrair também mais clientes. Agora a empresa considera que o crescimento da demanda em Salvador já está consolidada, e que estes incentivos não são mais necessários. Ainda assim, a empresa reafirma que trabalha para que os motoristas continuem ganhando cada vez mais. Na véspera do São João (23), por exemplo, a empresa cobrou dos passageiros de Salvador uma tarifa adicional de até 100% do valor da corrida, como forma de aumentar a renda dos motoristas e incentivá-los a trabalhar neste período de festa e de maior demanda.