O vereador de Salvador, Henrique Carballal, do Partido Verde, está vivendo uma semana de fúria. O edil parece ter declarado guerra aos movimentos de esquerda baianos. E sua arma preferida é seu punho. Carballal foi flagrado em vídeo agredindo em via pública um manifestante petista na segunda-feira (13) e, não satisfeito, levou a nocaute um vereador do PSOL na terça-feira (14) em plena Câmara dos Vereadores de Salvador.

Primeiro round

O primeiro episódio de fúria foi registrado na noite de segunda-feira. Um grupo de manifestantes protestava do lado de fora da Câmara de Vereadores da capital baiana, quando Carballal saiu do estabelecimento.

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O vereador foi cercado pelo grupo de pessoas, que o chamavam de "golpista", em coro. De repente, Carballal corre atrás de um dos manifestantes e o golpeia com socos. A vítima da agressão foi o estudante de direito Sílvio Lacerda, de 20 anos. Estranhamente, policiais militares que presenciaram a cena não prenderam o vereador. Agiram, entretanto, de forma a evitar que os agredidos revidassem as agressões. Assista:

Segundo round

O segundo episódio aconteceu menos de 24 horas depois do primeiro, e também foi flagrado por um cinegrafista amador. Durante a votação na Câmara dos Vereadores de Salvador do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), uma grande confusão entre os vereadores é formada, com troca de empurrões. Carballal então caminha na direção do vereador Hilton Coelho, do Psol, e desfere um murro em seu rosto.

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O momento da agressão pode ser visto aos 2:37 do vídeo abaixo, feito pela TV Servidor.

Em entrevista ao site Bocão News, Carballal justificou a agressão de segunda-feira com o argumento de que o manifestante lhe cuspiu. O episódio, inclusive, foi o motivador da agressão contra Hilton Coelho no dia seguinte. De acordo com o político do PV, Hilton Coelho estava insuflando o povo contra os demais vereadores. 

Já Hilton disse que Carballal não tem princípios políticos nem coragem, e que partiu para a agressão física por falta de argumentos intelectuais que justificassem sua "subserviência" ao prefeito ACM Neto.  #Manifestação #Casos de polícia