A ousadia dos gerentes e operários do tráfico não tem fim. Desde terça-feira (23), estão circulando na internet imagens mostrando a ocupação de uma facção criminosa em uma favela rival, em Salvador. São lances que mostram momentos que antecedem mais uma disputa por pontos de tráfico de drogas. Situações que algumas vezes chegam ao conhecimento da população que mora no asfalto, e que diariamente aterroriza moradores das comunidades mais carentes.

No vídeo é possível testemunhar uma dessas operações de guerra na região conhecida como Cosme de Farias. Os traficantes locais se preparam para invadir a favela da Polêmica, na região de Brotas.

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As cenas mostram a convocação dos soldados para o confronto.

Um grupo caminha em uma rua deserta e grita "bota a cara!". É a senha para que os integrantes da facção rival apareçam para iniciar a disputa, em uma suposta retaliação. Isso porque no começo do mês passado, conforme noticiou a imprensa local, traficantes da Polêmica, pertencentes à facção Bonde do Maluco, implantaram um toque de recolher em Cosme de Farias. Eles teriam ameaçado moradores e comerciantes. Na época, vários estabelecimentos ficaram fechados e os moradores não puderam sair de casa.

Nas imagens que antecedem o suposto revide, os criminosos parecem querer exibir poder de fogo, empunhando armas e gritando. Em um determinado momento, o homem que filma as cenas diz “Aí couro, olha o bonde aí, que nós vai (sic) pra Polêmica agora.

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E o resto dos pivete ficou na favela”.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) esclareceu que imagens estão sob análise das equipes da Superintendência de Inteligência. E que a instituição trabalha com objetivo de identificar o local da gravação e as pessoas que seguram as armas. Por enquanto, os nomes dos suspeitos não serão divulgados.

A Secretaria apela à população para que qualquer informação sobre o caso seja relatada pelo serviço de Disque-Denúncia.

Já a Polícia Militar informou que as patrulhas no bairro foram intensificadas por meio de reforço de equipes da 58.ª Companhia Independente da Polícia Militar. Também apoiam as incursões, as guarnições da Companhia Independente de Policiamento Tático (CIPT).

#Crime #Casos de polícia