Aproximadamente 70 #presos do Complexo Prisional de Barreira, cidade localizada no Oeste da Bahia, assassinaram um colega de cela e escreveram no corpo da vítima um recado para o juiz do município. O homem foi morto a facadas pelos companheiros de cela, na madrugada deste domingo, 30 de outubro, segundo as informações confirmadas pelo delegado Joaquim Rodrigues, responsável pela delegacia de Barreiras, nesta segunda-feira (31), ao site de notícias do G1.

De acordo com o delegado, o homem foi encontrado pelos policiais, amarrado de cabeça para baixo, pendurado por um lençol em uma das vigas da cela. Em seu corpo estava escrito com pasta de dente “Solta Gabriel”.

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Os presidiários utilizaram ainda o próprio sangue da vítima para escrever a mesma coisa, “Solta, Gabriel”, em folhas de papel que ficaram presas ao corpo do homem. Esse recado teria sido escrito para o juiz Gabriel Morais, sendo um pedido dos detentos para serem liberados por conta da superlotação das celas. O site do G1 tentou entrar em contato com o juiz para maiores esclarecimentos, mas infelizmente ele não foi encontrado.

Segundo relatos, os agentes prisionais ouviram muito barulho e agitação na cela, porém não foram averiguar, pois acharam que poderia ser uma rebelião. Então convocaram a Polícia Militar, que ao chegar ao local, e ao entrar na cela, já encontrou a vítima morta.

Segundo o delegado, o #Crime teria sido motivado por conta de uma conversa da vítima antes de ser assassinada.

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O homem, que estava preso por homicídio, afirmou para os companheiros que seria capaz de matar alguém durante o sono, pois já havia matado um e não teria problemas em matar mais dois.

Conforme Joaquim Rodrigues, o homem morto estaria preso nesta carceragem há pouco tempo, pois havia sido transferido do município de São Desidério. A vítima foi identificada como Angelo Cássio Araújo, 40 anos, e teria sido preso por homicídio em São Desidério e transferido para Barreiras, a 27 km do local.

Angelo foi morto com chunchos (espécie de facas artesanais) e seu corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade de Barreiras. Até o fechamento desta matéria não havia nenhuma informação sobre o sepultamento do homem.

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) é quem está à frente do caso fazendo as investigações necessárias.

Segundo o delegado, o Complexo Prisional tem capacidade apenas para 28 presos e, atualmente, comporta cerca de 130 detentos, funcionando com quatro vezes mais que o limite. #Casos de polícia