A #lei que cria o Dia do Empoderamento do Cabelo Crespo em Salvador foi sancionada pelo prefeito ACM Neto na última sexta-feira (10). Sabe-se que a data do evento é 20 de novembro, período similar em que celebram nacionalmente o Dia da Consciência Negra. Assim, o evento apresenta, como principal finalidade, exaltar a cultura afrodescendente, enaltecendo pessoas que nasceram com cabelo crespo.

Consta que a lei nº 9.194/2017 apresenta como autor o vereador Euvaldo Jorge (PPS), tendo sido redigida em agosto de 2016. Segundo o parlamentar, a iniciativa pretendia empoderar e exaltar quem usa cabelo crespo. A proposta foi criada em benefício de afrodescendentes, na proporção em que institui um dia exclusivo para pessoas que se orgulham de ter cabelo crespo.

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Com isso, o parlamentar busca regulamentar o evento em favor de grupos minoritários.

Apenas o vereador Sílvio Humberto (PSB) apresentou posicionamento contrário à existência da lei no dia da votação, de acordo com o parlamentar, embora seja importante existir o dia do empoderamento crespo, ele acredita que a data escolhida não foi boa, levando em consideração que choca com o Dia da Consciência Negra, que é comemorado no dia 20 de novembro, assente que os dias idênticos dos eventos podem indiretamente retirar a importância do segundo evento.

Além disso, Sílvio considera que o fato de existir a Marcha do Empoderamento Crespo (MEC), em data divergente ao evento elencado, pode ser outro fator levando em conta, pois seriam dois eventos com os mesmos propósitos, ocorrendo em períodos diferentes.

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Observa-se que a marcha tem reunido milhares de jovens em Salvador.

Crítica dos organizadores da marcha

Os organizadores do MEC redigiram que não concordam com o período em que o evento ofertado pelos parlamentares foi escolhido, afirmam que não foram consultados sobre assuntos relativos aos eventos. Ainda dizem que existem erros na lei, além de não considerarem que foram contemplados nas decisões importantes.

Ante o exposto, nota-se que os grupos promotores do evento não apoiam a iniciativa dos políticos em regulamentarem sobre a questão, haja vista que consideram o evento com próprio de grupos minoritários que lutam em prol de movimentos afrodescendentes. #Política