O #Crime aconteceu nesta segunda-feira (6), no Estádio do Pituaçu, em Salvador, na Bahia. Três profissionais da equipe de segurança, do ensaio da Banda Harmonia do Samba, foram assassinados e tiveram seus corpos queimados horas antes do show. O crime brutal chocou a população. O evento foi cancelado por causa do ocorrido. O crime está sendo investigado pelo Departamento da Delegacia de Homicídios.

Os três seguranças pertenciam a Empresa Leal Segurança Patrimonial, contrata pela banda para fazer a segurança do evento. Os três profissionais estavam chegando para trabalhar, quando foram surpreendidos por 4 homens. Segundo algumas testemunhas dois deles estavam armados, e atiraram contra os seguranças e em seguida atearam fogo em dois deles.

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Existe a suspeita que o crime tenha acontecido por causa da morte de um jovem no último ensaio da segunda-feira (30). O jovem teria sido abordado por alguns seguranças depois de ser flagrado roubando celulares das pessoas no momento do Show. Horas depois o jovem foi declarado morto na UPA de São Rafael. Segundo informações no corpo do homem mostravam sinais de espancamento. O rapaz foi identificado como sendo “Bolsa”, que é suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e pertencia a quadrilha Comando do Boqueirão. Após a morte do homem, comparsas afirmaram que vingariam a morte dele.

Momentos de pânico

De acordo com outro segurança que estava no local no dia do crime, Isaque Silveira afirmou ter escutado vários disparos de arma de fogo. Ele se protegeu e poucos minutos depois foi ver o que tinha acontecido.

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Quando chegou perto os colegas de trabalho estavam caídos no chão. Um dos seguranças que teve o corpo queimado era Marcio Rogério Bandeira de 39 anos. Segundo Isaque quando ele chegou próximo o amigo, Márcio ainda estava agonizando enquando alguém tentava apagar o fogo em seu corpo com um extintor. Ele conta que chegou a pensar que o amigo iria resistir e sobreviver.

Isaque afirmou ainda que Marcio não teria trabalhado no ensaio anterior, que o correu na segunda-feira do dia 30 de janeiro, dia em que aconteceu a morte do integrante do Comando do Boqueirão.

A equipe do SAMU chegou ao local e ainda resgatou com vida o terceiro segurança baleado e que não teve o corpo queimado. O profissional resgatado era Geraldo Mota Cunha, foi levado ao hospital, porém não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar.

Os corpos Marcio e Derivaldo Rocha dos Santos, 34 anos, que tiveram os corpos queimados, foram sepultados nesta terça-feira (7). Marcio foi enterrado Cemitério de Periperi, e Derivaldo no Cemitério da Ordem Primeira de São Francisco. O corpo de Geraldo será enterrado nesta quarta-feira (8), no Cemitério de Brotas.

O Departamento de Homicídio de Proteção a Pessoa (DHPP), informou trabalhar com duas linhas de investigação, e que em breve estariam apresentando os autores dos crimes. #Casos de polícia