Uma morte brutal no mundo da música baiana está mobilizando #Polícia e a classe artística desde a tarde desta segunda-feira (6). A vítima é o compositor Felipe Yves, de 21 anos de idade. Ele foi encontrado carbonizado, mas a polícia acredita informou que ele foi degolado antes.

Os foliões que frequentam o Carnaval de Salvador certamente já pularam ao som de uma das músicas criadas por Felipe Yves. Uma delas é o hit “Bota o bumbum dela no paredão”, que ficou famosa na voz de Léo Santana. Outro sucesso foi “Depois de nós é nós de novo”, interpretada por Igor Kannário.

O corpo do compositor foi encontrado no local conhecido como Independência, no bairro Boca da Mata, na capital Baiana.

A linha de investigação adotada preliminarmente é de que o artista teve a cabeça arrancada com a ajuda de um facão. Mas a causa do assassinato com requintes bárbaros ainda não é clara.

A carreira de Felipe Yves começava a se encaminhar para a área gospel. Pelo menos foi o que ele informou, por meio das redes sociais, no mês passado. Mais cedo ele participou da banda Golaço, onde era o vocalista nos estilos pagode e axé.

Rapidamente a notícia do assassinato se espalhou, especialmente entre os fãs do rapaz. Muitos internautas usaram seus perfis nas redes sociais para lamentar o fato chocante.

Alguns comentários demonstram que o ocorrido pode ter alguma relação com o aumento da guerra de facções criminosas que Salvador registra nos últimos anos. Felipe morava em um bairro onde o comando do trafico é rival ao líder da Boca da Mata, onde ele foi encontrado morto.

A Polícia Militar encaminhou comunicado dizendo que uma guarnição da 3ª CIPM chegou ao local após ser acionada pelos moradores. A ligação dizia que um indivíduo havia sido morto por arma branca e jogado em uma área de mata, na comunidade Independência, na Boca da Mata.

Agentes foram até o local informado e procuraram a vítima, mas não encontraram. É que, na verdade, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Polícia Civil já havia passado no local e realizado a perícia e remoção do corpo.

As investigações prosseguem, a cargo das equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Salvador. Como o corpo foi queimado, há dificuldades para a identificação oficial pelo DPT. Entretanto, a identidade foi reconhecida por testemunhas que se encontravam no bairro na ocasião em que o #Crime foi praticado.