Muitas são as pessoas que moram em #Salvador e viajam para visitar a família. Um trecho curto e rápido tem se tornado cada vez mais tenso e perigoso para chegar em #Alagoinhas.

Entre as cidades, a media é de uma hora e meia de carro. Os trechos permitem duas saídas, indo em direção a São Sebastião do Passe e Catu até Alagoinhas ou Simões Filho, Camaçari, Dias D’Avila, Pojuca, Catu e, só então, Alagoinhas.

Por São Sebastião

O primeiro trecho começa com a BR 324. O pedágio da concessionária "Bahia Norte" cobra R$2,50 para o tráfego do carro de passeio. Após 14 minutos, rodando em 80 km por hora, a entrada de São Sebastião chega com seu cartão postal.

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Um viaduto Perigoso e apertado, local conhecido por assaltos e sequestros. Saindo do Viaduto em direção à cidade, buracos distribuídos na pista como um campo minado. Fugir de um não garante escapar de outro.

Após passar pela cidade, até a altura de “Taquipe”, Base da Petrobrás, apenas pequenas curvas e desníveis da #estrada, porém, é logo após que o risco cresce. Sem acostamento e com curvas fechadas, o motorista necessita ficar atento aos buracos pequenos que surgem e aos motoristas de caminhão, que fazem ultrapassagens perigosas.

O trevo que liga Sebastião do Passé e Catu é outro ponto para assaltos e risco de danificar o carro. A saída é coberta por mato alto, deixando a visão comprometida para enxergar quem vem em sentido oposto.

A entrada da Cidade de Catu é a esperança para relaxar por alguns minutos.

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Acostamento, faixa extra, sinalização, tudo por no máximo 8 km, pois, chegando antes do povoado de “Pau Lavrado”, a tensão se multiplica. Buracos, remendo, árvores que invadem a pista, animais soltos, além de motoristas que, independente do risco que a estrada apresenta, viajam a mais de 120 Km por hora e costuram ou freiam ao encontrar com um deles.

Por Pojuca

O segundo trecho começa com Simões Filho, descida do viaduto perigosa, pista irregular, buracos e falta de acostamento. Camaçari com a pista sinalizada, mas com vários caminhões “ filme Premonição”.

Em Dias D’Ávila tudo certo, necessário acostumar com radar. A ligação com Mata de São João tem melhorado, mas falta acostamento em alguns trechos, porém, à noite, é bonito de ver a iluminação, que é bem sinalizada. O risco apenas fica por conta de motoristas irresponsáveis.

Pojuca é o problema. Mais precisamente quando pagamos o pedágio de R$4,40 e recebemos como prêmio uma pista completamente esburacada. Por mais que o trecho não seja de responsabilidade da “Bahia Norte”, é impossível aceitar que uma rodovia esteja naquelas condições até chegar em Catu.

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É Tenso, afinal, em Catu, já vimos os problemas aqui descritos.

Chegar e sair Alagoinhas com segurança tem sido melhor à noite, a estrada fica mais vazia, mas o perigo dos assaltos é grande. E o mais agravante de tudo é que todas as saídas da cidade estão na mesma condição. Passei por três destas saídas nos últimos dois meses e fiquei assustada com o que encontrei.

A ligação para a Feira de Santana tem buracos, acostamento debilitado, sem sinalização em maior parte da via. Já a que liga a cidade de Araçás apresenta buracos maiores, sem acostamento, sem sinalização de povoados, com saídas de caminhões destas localidades. O próprio trevo da saída da cidade é sem sinalização e tem o apelido de 'queijo', por apresentar diversos buracos.

Ao buscar informações sobre as saídas em direção a Inhambupe, as condições são as mesmas, com o agravante de animais na pista.

A Cidade Industrial

Alagoinhas é uma das mais extensas cidades do interior. A água potável é de qualidade e por este motivo tornou-se interessante para a implantação de fabricas de cerveja e refrigerante. Na região granjas, fábrica de sabão, além do comércio, necessitam das vias expressas em qualidade. Afinal, é necessário comercializar os produtos e receber matéria prima.

O DNIT é o órgão responsável pelas estradas e garante que o trecho entre Alagoinhas e Catu está em condições de tráfego: “ENTR BR-101(B) ALAGOINHAS - CATÚ 344.6 ao 371.8- Trecho em bom estado de conservação, sinalização horizontal normal, acostamentos pavimentados, sinalização vertical normal".

Porém, quem viaja semanalmente para a cidade sabe que a informação não é atual e torce para que não tenha piorado, arquitetando uma forma de não cair em nenhuma armadilha.