O Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura de São Paulo (CGE) colocou no dia 12 de janeiro toda a cidade em estado de alerta pelo motivo da chuva que se formou e desmoronou sobre a cidade. O aeroporto de Congonhas foi fechado às 16h15 e o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) interditou a Raposo Tavares no KM 15 para remoção de uma árvore. Na CPTM, 3 linhas de trens foram danificadas por raios, as linhas 11 - Coral, 10 - Turquesa e 12 - Safira.

Mais do mesmo

Estas ocorrências derivadas de eventos naturais ocorreram ao final da tarde de quase todos os dias das últimas semanas. Se buscarmos mais longe, estes mesmos eventos ocorreram outros anos, na mesma cidade, da mesma forma, nos mesmos lugares.

Publicidade
Publicidade

As únicas diferenças foram o aumento da população na metrópole paulistana e algumas poucas obras de infraestrutura, como piscinões e limpeza constante em córregos e rios, como o aumento da profundidade dos principais rios paulistanos, o Pinheiros e o Tietê.

Para retirada de resíduos da calha destes rios, foi feito um procedimento conhecido como desassoreamento. Ainda temos as áreas de alagamento em São Paulo que são mais de 100, segundo o (CGE), mas constantemente monitoradas, já que segundo a prefeitura as limpezas nos bueiros e galerias são constantes.

Por que não está dando resultados?

Conhecer a cidade e os seus problemas, é uma coisa. Prevenir e atuar antes que aconteça é algo muito diferente e pelo que presenciamos, bem distante. Uma chuva com ventos fortes é fatal em uma cidade repleta de árvores, algumas centenárias, mas sem os cuidados específicos ou o sistema de cabeamento exposto que causa danos e até mortes.

Publicidade

O que falta para um planejamento e execução eficaz? Investimento, tecnologia e estudos ambientais qualificados serão as metas definitivas em um curto espaço de tempo. Também não é novidade esse tipo de reclamação, e não é necessário ser nenhum especialista para perceber que a cidade esta um caos e em qualquer evento natural a cidade irá travar e entrar em um colapso, seja no trânsito, na energia, com chuvas ou falta de água.

Fica o registro que em meio a todo esse caos, não há somente perdas materiais. Perdemos vidas e quem se responsabiliza por elas, com árvores que caem em carros e pessoas levadas nas águas de córregos inundados? Enfrentamos problemas de logística como a demora da AES Eletropaulo no atendimento para reparos na linha elétrica em diversos bairros de São Paulo. Demora que quase resultou na morte de bebês em uma maternidade. Mais um problema para as próximas chuvas que estão por vir.