Sou definitivamente contra a violência, mas estas atitudes dos empresários, governos e sindicatos gera nos usuários destes meios de transportes, a sensação de violência sim. Todos são lesados, roubados por uma caneta que aprova as condições exigidas pelos empresários.

Nas três maiores capitais brasileiras houve manifestações pelas mesmas razões citadas acima. A primeira do ano, já é esperada. Na capital Mineira - Belo Horizonte, chegou a haver manifestações, mas sem tumulto, visto que, já prevendo a pior, Justiça Mineira suspendeu o tão temido aumento. Na bela cidade do Rio de Janeiro houve também manifestação, segundo a PM, cerca de mil pessoas reunirão contra o aumento, mas não houve tumulto.

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Já na maior cidade da América Latina não se pode falar o mesmo das demais citadas. São Paulo foi novamente palco de mais um espetáculo dos usuários desfavorecidos reivindicando seus direitos por tarifas dos transportes públicas mais justas e qualidades dos serviços mais dignas.

É compreensivo que haja aumento também nas tarifas de ônibus, trens e metrôs, já que tudo aumentou. E para manter a manutenção de tais instrumentos as despesas são inevitáveis. O inaceitável está baseado nas cobranças abusivas aos usuários se o menor retorno que beneficie os mesmos, ou seja, a custo e benefício, utilizar os meios de transportes públicos não está sendo recompensador, já que as qualidades deixam a desejar. Os atrasos são constantes, sempre cheios, ou melhor, superlotados. Pois se tem uma coisa que os brasileiros clientes de dos transportes públicos apreenderam a ser é: "sardinha literalmente enlatada".

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Todavia, estes protestos fazem sentido, visto que, eles estão reivindicando respeito. Nós somos a população que mais paga impostos no planeta, e o retorno que temos é, cada vez mais serviços de péssimas qualidades e muito caro. Os planejamentos das ruas urbanas deixam a desejar. Será que os celebres engenheiros calculadores não previram que tudo evolui, cresce? A população aumentou! É um engarrafamento sem fim. Quando as portas dos trens e metrôs se abrem, parece que os passageiros estão fugindo do inferno. A impressão que temos é que não tem mais jeito para melhorar a estrutura urbana. Então, senão há melhorias de locomoção urbana, por que os aumentos? Nós quanto contemplados dos bens públicos entendemos o que é custo e benefício, e, neste caso dos transportes públicos, os custos e benefícios definitivamente não estão valendo a pena investir um centavo a mais, daí as manifestações como esta que ocorreu em São Paulo no dia 09 de janeiro de 2015.

País nenhum gosta de ser notícia de violência logo na primeira página dos jornais, principalmente quando a notícia atravessa as fronteiras e chega aos ouvidos de leitores dos principais jornais do mundo.

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São ruins para os negócios, para o turismo, assusta e afasta os visitantes. Contudo, isto não incomoda os governantes!  

A manifestação é um direito assegurado pela constituição dada aos cidadãos para se manifestarem em vias públicas, redes sociais ou outros meios que façam serem ouvidos e entendidos, quando estes estão insatisfeitos com alguma coisa ou fato. São as armas da população, e com elas podemos proporcionar grandes mudanças. Contudo, sempre que há uma aglomeração de pessoas reivindicando por algo, lá estão eles, infiltrados no meio do povo - os Black blocs. Nesta sexta-feira, 09 de janeiro de 2015 em São Paulo não foi diferente. Eles quebram três agências bancárias e duas concessionárias, tornando desta forma o direito nato das manifestações em um atos criminoso e colocando o Brasil mais uma vez nas páginas dos principais jornais do mundo, não pela sua beleza, mas por atos de violências gratuitas.

Nas políticas públicas brasileiros, usuários destes serviços nunca são primeira prioridade. E não se trata apenas dos transportes não; também somos os últimos na educação, na saúde, na cultura, moradias e na segurança. Todos os nossos pilares básicos para termos qualidade de vida e dignidade são feridos. #Opinião