A primeira manifestação da MPL, na capital do estado, começou pacífica por volta das 17h do dia 11, no centro de São Paulo. A concentração foi próxima ao Teatro Municipal, no eixo entre o Viaduto do Chá, Rua Xavier de Toledo e Rua 24 de Maio. Segundo estimativa do MPL, cerca de 30 mil pessoas participaram do protesto. Declaração da PM diz que foram por volta de 2000. Os manifestantes decidiram, através de votação, que seguiriam dali para a Praça da República, Rua da Consolação e finalizariam o protesto na Avenida Paulista.

Como sempre ocorre nestes tipos de manifestações, grupos mascarados se infiltraram entre os manifestantes e provocaram depredações, vandalismos, saques e confrontos com a polícia.

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Desta vez não foi diferente, pois, logo no início da Rua Consolação atearam fogo em lixos e depredaram concessionárias de veículos e algumas agências bancárias - fatos que geraram a intervenção dos polícias que acompanhavam a manifestação quando estes se aproximavam da Avenida Paulista. Para dispersar a multidão, a PM usou bombas de efeito moral e balas de borracha para impedir que entrassem na avenida principal da capital, onde é o coração do centro financeiro da cidade. Isto fez com que os manifestantes se dispersassem e acabavam formando grupos menores e se espalhando pelas ruas que circundam a Avenida Paulista. Com esta dispersão, a PM efetuou algumas prisões de vândalos que tentavam depredar lojas e agências bancárias. A intenção do Movimento era protestar contra o aumento das tarifas do transporte público, concedida no último dia 6, como aconteceu em 2013.

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O movimento espera com isso reduzir novamente as tarifas e estender o passe livre para outras camadas da sociedade.

O direito de protestos, greves e ou manifestações públicas é concedido e aceito pelas leis vigentes no país, desde que não afetem o patrimônio público de terceiros, causem transtornos à população e perturbem o sossego público em geral. Ou seja, manifestações pacíficas e ordeiras são aceitas pelo Poder Público, quando isso não acontece são reprimidas com ações de prevenção pela Polícia Militar, principal responsável por conter a desordem, vandalismo, violência e depredações causadas por indivíduos que escondem o rosto para promover a desordem e a discórdia, que nada somam de positivo ao que se é pretendido pelo Movimento.

Decisão infeliz dos coordenadores do MPL em não aceitar o convite da PM para uma reunião onde seriam combinados a forma, horário, trajeto e organização do Movimento. A direção recusou o convite da força policial, pois decidiu pela individualidade destas decisões, sem se preocupar com infiltrações de elementos mascarados insubordinados às ordens de cautela e respeito ao patrimônio alheio.

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Estes já demonstraram por diversas vezes que estão entre os manifestantes não para protestar por melhorias ao bem comum, mas sim, para deturpar o objetivo final a ser alcançado e depredar. Alguns aproveitam para saquear e destruir o patrimônio público e privado, fato não aceito pelo Poder Público e pela população em geral.

O MPL afirmou que em breve novas manifestações irão acontecer na capital do principal estado da União, portanto, serão novos transtornos e confusão para a sofrida população paulistana, que pouco tem absorvido de positivo com estes movimentos.

Por volta das 20h30 da noite de sexta-feira (9) deu-se por encerrado o movimento do MPL, com acusações de ambos os lados sobre excessos cometidos e como resultado final, prisões, agressões, depredações, destruição, transtornos e mais sofrimento para o paulistano que retornava do trabalho para casa.