Todo verão o cenário é o mesmo no importante cruzamento das avenidas Francisco Matarazzo com a Pompeia, na zona oeste da cidade de São Paulo: basta uma chuva média para, em poucos minutos, se tornar intransitável, às vezes por horas. Esse problema crônico e que se perpetua há décadas na região, vem se agravando mais nos últimos dez anos, quando a região sofreu um grande adensamento, com a construção de universidades, casas de shows, e em um imenso terreno onde outrora funcionou a imponente indústrias reunidas Matarazzo. Foram construídas diversas torres comerciais e, mais recentemente, torres residenciais e do outro lado, da Avenida Francisco Matarazzo, outras duas importantes construções que impactam diretamente no trânsito complicado da região: o shopping Bourbon e a novíssima Arena Allianz Park, da Sociedade Esportiva Palmeiras.

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A grande preocupação é que com a construção da nova arena, que sediará, além dos jogos do Palmeiras, importantes shows, sem contar com o shopping Bourbon que vive lotado e já, contando, a médio e curto prazo, com a nova leva de moradores que habitará os prédios que estão sendo construídos, o trânsito ficará ainda mais intenso do que já é. Agora imagine tudo isso nos tempos de verão em que as chuvas castigam aquela região? Depois de muitos anos de intensas discussões entre os moradores, comerciantes da região e o poder público, a prefeitura de São Paulo, depois diversas idas e vindas, está decidida a equacionar esse sério problema que afeta a vida de diversos paulistanos.

No último dia 9 de dezembro de 2014, o prefeito paulistano, Fernando Haddad esteve fazendo vistoria nas obras das novas galerias dos córregos Água Preta e Sumaré que passam na região (consta-se que as galerias que lá existem são da década de 50), o prefeito garantiu que a obra será finalizada até abril de 2016 e que a demora se deveu a liberação dos licenciamentos necessários para a execução da obra.

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O último e o mais importante saiu recentemente: da CPTM para avançar com as galerias sob os trilhos da Companhia até o Rio Tietê.  É importante que a prefeitura faça sua parte, visto que durante o adensamento da região, as gestões anteriores não exigiram contrapartidas para melhorar o tráfego da região e mesmo esse histórico problema e ela, por sua vez, não fez sua parte. De qualquer forma, espera-se que em 2016 seja o último verão que os moradores, comerciantes e que aqueles que transitam naquela importante região da cidade tenham que enfrentar essa situação deplorável, fruto de uma cidade que tem se notabilizado nas últimas décadas pela total falta de planejamento urbanístico e onde prevalece os interesses da especulação imobiliária em detrimento dos interesses da população.