Nos últimos meses a situação piorou nos principais sistemas de abastecimento do estado de São Paulo, tanto que a população poderá ficar sem água durante cinco dias da semana seguidos. O nível do Cantereira é o mais baixo da história e o racionamento, que já fazia parte de um modelo de restrição previsto pelo governo de São Paulo, foi confirmado, passando de uma simples previsão para uma triste realidade. A Sabesp já pensa em radicalizar a medida para cinco dias de corte, um racionamento que é de extrema urgência.

Além da falta de água, o país também enfrenta outro sério problema: a falta de luz. Uma das piores crises da história, pesquisadores preveem o que vem por ai, sugerindo quatro cenários, que vão desde a calmaria até o pânico, sendo este primeiro o mais improvável de todos.

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A pesquisadora Adriana Cuartas traçou quatro possíveis cenários sobre a distribuição de água para os próximos meses em São Paulo. A base desta previsão é apenas sobre o sistema Cantareira.

1. Cenário de Pânico

Caso as chuvas venham e atinjam apenas 25% da média histórica, e o potencial de captação seja mantido, o manancial não resistirá e entre março/abril será sua última participação no abastecimento.

A segunda temporada de chuvas se inicia apenas no início de outubro, contudo, até lá, são seis meses que serão críticos a toda a população, que poderá sofrer com as restrições, sendo impossível escapar do rodízio de água proposto.

Piscinas de clubes e condomínios deverão ser interditadas. Além destes locais, escolas e shoppings poderão ser fechadas temporariamente, isso porque nestes locais o consumo de água é altíssimo.

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A economia também será abalada, empresas fabricantes de bebidas e de celulose e papel vislumbram uma solução de migrarem suas produções para o sul do país, onde a #Crise não é tão severa.

2. Cenário da Preocupação

Neste cenário é previsto se, caso chova a metade da média histórica, o sistema Cantareira durará até junho. Nesta previsão, como o período de chuvas inicia em outubro, apenas três meses seria necessários serem atravessados.

Caminhões pipas e poços artesianos seriam utilizados como planos emergenciais. Contudo, como toda regra, o número e volume de água extraída dos poços artesianos serão aumentados.

Outro grande problema seria a qualidade da água na distribuição, como tanto em poços como caminhões pipas, a verificação da qualidade de água não poderia ser analisada. A compra de água para consumo iria mexer no bolso da população, que no ano passado teve uma alta de preço de 15%, três vezes a média geral.

3. Cenário de Esperança

O final do ano é o período em que chuvas mais intensas ocorrem, contudo, para que o Cantareira aguente até lá, seria necessário que hoje chovesse 25% acima da média histórica.

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Ainda, está previsto até fevereiro de 2016 a entrega de cinco grande obras, que poderão acrescentar a captação total cerca de 10 m³/s, equivalendo todas as construções em mais de um bilhão de reais.

4. Cenário da Calmaria

Muito pouco provável, de acordo com tudo que está sendo vivido e previsto, este cenário vislumbra a possibilidade de chover o dobro da média histórica e, sendo o consumo reduzido em 40%. Acontecendo isso seria possível recuperar os volumes mortos que já foram utilizados, atingindo pelo menos metade de 70% de preenchimento do volume que é considerado útil, se isso acontecer, especialistas revelam que para este cenário o abastecimento seria normalizado.

Trazendo um histórico sobre a precipitação do ano passado, apenas março superou a média histórica de chuvas, os outros onze meses têm taxas abaixo do normal, o que faz pensar que para este cenário existir, apenas um milagre.