Há diversas discussões sobre a crise hídrica em São Paulo. Existe o sistema de racionamento de água em algumas regiões. A preocupação com a falta de água é imensa; fato que provocou uma conscientização em massa, obrigatória para que haja o mínimo de água para todos. Os jornais sempre estão mostrando o reservatório do Cantareira. A cada chuva que cai em São Paulo, o paulistano vibra e pensa: "Será que encheu mais um pouco o Cantareira?" Para a surpresa da maioria das pessoas, surgiram algumas perguntas: alguém se lembrou da represa Billings? Por que ela não está sendo utilizada? Entenda o que está acontecendo e qual é a solução para a crise hídrica em São Paulo.

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Represa Billings

A represa Billings está localizada na Zona Sul de São Paulo. Com aproximadamente 600 bilhões de litros de água armazenada, número relativo a apenas 57% de sua capacidade, a Billings é apontada como a solução para o problema de abastecimento de água que atinge a cidade e o estado de São Paulo. A represa Billings tem aproximadamente 10 vezes mais volume do que o sistema Cantareira. De acordo com o Instituto Sociambiental, a represa Billings tem capacidade de fornecimento de água suficiente para 4,5 milhões de pessoas. Todavia, a água encontra-se em péssimas condições de consumo devido à intensa poluição que o manancial está sofrendo há anos.

Por que não foi utilizada?

O principal motivo para a represa Billings ainda não ser utilizada é a falta de investimento do governo municipal, estadual e federal.

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Além disso, o atual estado de poluição da água existente na represa é relativamente grande, pois em alguns pontos, a água não está adequada para o consumo humano.

Entretanto, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) já confirmou que tem tecnologia que permite a transformação de água poluída em potável por meio de tratamento independentemente da qualidade original.

Além da poluição da água, existem aproximadamente 250 mil pessoas com moradias irregulares no entorno da reserva. O que dificulta o processo para realizar reformas de infraestrutura para o abastecimento de São Paulo. Para que as medidas sejam tomadas com rapidez, é necessário as licenças obtidas por meio da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). A burocracia impede a solução do problema.

Para começar a pensar na utilização da represa Billings, há um estudo em que será analisado o PH, temperatura e a quantidade de oxigênio na água. Além disso, serão verificados quais são os poluentes presentes na água da represa.

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Todavia, essa análise terá resultado divulgado apenas em julho. Por que esperar tanto tempo?

A resposta para a crise de abastecimento de água em São Paulo está na represa Billings. Tecnologia para fazer essa água ficar pronta para o consumo humano já existe. Por burocracia e falta de investimento a população de São Paulo vai sofrer até quando? Os paulistas e paulistanos devem exigir uma resposta urgente de Dilma, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad.