Se fosse um filme, certamente surpreenderia quem estivesse assistindo, mas foi uma ação real, acontecida aqui mesmo no Brasil, na manhã de segunda-feira (2). A ação deve ter sido planejada com todos seus detalhes cronometrados, numa eficiência que bem mostra como o crime cresce neste país e se especializa.

Era uma madrugada igual a tantas outras no terminal de cargas do Aeroporto de Viracopos, em Campinas. Vindos não se sabe de onde e como, oito homens fortemente armados, portando fuzis e metralhadoras, invadiram o terminal e roubaram uma carga de mercadorias, que segundo informações, tratam-se de processadores de aparelhos celulares.

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A carga foi avaliada por policiais federais - em informações concedidas à imprensa -, em cerca de R$ 11 milhões. Foram levadas 4 caixas que, conforme informou a administração do terminal equivalem a um peso total estimado de 70 quilos.

A Polícia Federal, em nota, divulgou o valor da carga roubada, mas não revelou a quem ela pertencia. As primeiras informações conhecidas afirmavam que a carga tinha como destino uma fábrica da Motorola no Brasil. Porém, a empresa negou que seja proprietária dos processadores de celular que foram importados.

O grupo de ladrões mostrou eficiência, inclusive, ao fugir do aeroporto. Os bandidos fugiram em dois carros, um Jeta preto e um Audi A3.

Os policiais federais chegaram ao terminal do aeroporto quando os assaltantes já haviam fugido do local.

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Ainda ontem um inquérito foi aberto para apurar o acontecido.

Segundo informações, os vigilantes que trabalhavam e estavam de plantão no terminal de cargas já tiveram seus depoimentos formalizados pela PF, com todas as informações possíveis sendo colhidas. Além disso, foram recolhidas imagens das câmeras de segurança existentes no aeroporto. Mas até a noite de ontem, ninguém havia sido preso.

Outros roubos já foram efetuados em aeroportos paulistas com esta mesma eficiência. Alguns deles permanecem sem esclarecimentos, tal a forma eficiente como foram feitos. O roubo da noite de segunda-feira em Campinas corre o risco de também figurar na lista desses casos jamais solucionados.