Não é novidade para brasileiro nenhum que São Paulo vem enfrentando graves problemas com água. Desde o ano passado, moradores de muitas regiões do estado sofrem com a falta de água e o racionamento foi a solução encontrada pela maioria das cidades.

O Sistema Cantareira é o que abastece a Zona Norte e alguns trechos das zonas Leste, Oeste, Central e Sul. Atualmente, o Sistema está usando a segunda cota do seu volume morto. Se a situação não tiver melhora significativa até junho, uma terceira cota pode passar a ser utilizada também.

Outro Sistema importante é o Alto do Tietê, que fornece água para mais 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital e da grande São Paulo.

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Em dezembro, 39,5 bilhões de litros do volume morto foram adicionados ao reservatório. O Alto do Tietê registrou ontem (18) a mais forte alta do ano, enquanto o extremo leste avançou em 1,1 ponto percentual.

Depois de dias sem chuva, níveis caindo mais e mais, economia extrema e sequer uma gota de água nas torneiras, finalmente temos o que comemorar: com as última chuvas de fevereiro, todos os sistemas recuperaram uma importante quantidade e o volume chegou ao mesmo de setembro do ano passado.

Na última terça-feira (17), Cantareira, Alto do Tietê, Guarapiranga, Rio Grande, Alto de Cotia e Rio Claro funcionaram com 366 bilhões de litros de água, o que vale quase 20% de toda a capacidade dos mananciais citados. As chuvas de fevereiro desse ano ultrapassaram a média histórica, e isso fez com que o governo começasse a pensar em medidas para evitar o rodízio.

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Além de todas as boas notícias, um quarto volume morto foi descoberto.

Porém, ainda é preciso muita economia e chuvas para a preocupação poder desaparecer. Tudo o que aconteceu até agora foi apenas um pequeno passo para resolver a situação que São Paulo se encontra. Os números ajudam, mas são extremamente pequenos se comparados ao necessário para abastecer toda a população diariamente.

Vale lembrar que os reservatórios tiveram de deixar de atender muitos lugares, justamente por não dar conta, e por essa razão, milhares de pessoas ainda se encontram em situações precárias quanto a falta de água.