São Paulo, apesar de estar vivendo uma grande crise de falta de água, amanheceu nessa segunda-feira (02) debaixo de um forte temporal. Por volta das 8h30, paulistanos encontraram dificuldades para chegar ao trabalho.

Nuvens vindas da região de Sorocaba deixaram boa parte da cidade com céu escuro e pessoas embaixo de seus guarda-chuvas se apavoraram para não perder a hora no emprego. Zonas Sul, Sudeste e Oeste foram as mais atingidas com vários pontos de alagamento, totalmente intransitável para veículos.

Raios paralisaram trens da linha 9 - Esmeralda que circulam entre Osasco e Presidente Altino, dando aos passageiros mais problemas para se deslocarem até o trabalho.

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No bairro de Pinheiros uma árvore caiu e bloqueou a Rua Capote Valente, deixando moradores assustados.

A CGC (Centro de Gerenciamentos de Emergência) decretou estado de atenção às regiões. Às 9h28, registrou-se um ponto de alagamento na Marginal Pinheiros, pista local, sentido Castelo Branco - transtorno bem no horário de pico em São Paulo.

O Corpo de Bombeiros encontrou duas pessoas ilhadas dentro de um carro por causa de uma enchente em Taboão da Serra. Por volta do meio dia, mesmo sem as chuvas, um galho caiu em cima de um carro na Avenida 23 de Maio sentido Norte-Sul. A colisão foi próxima ao Viaduto Pedroso e uma pessoa se feriu.

E mesmo com todos esses temporais, os níveis de água na Cantareira continuam estáveis. O Sistema Rio Claro foi o único a ter um pequeno aumento no armazenamento de água, mas mesmo com todos esses temporais, não cai o suficiente para elevar os níveis dos últimos dias da Cantareira.

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São Paulo ainda corre o risco de passar pelo racionamento mais rígido da história, com dois dias na semana com água e cinco dias na seca total.

Segundo a previsão do tempo, os próximos dias serão de sol e temperaturas altas na parte da manhã e fortes chuvas na parte da tarde, deixando trabalhadores preocupados com a volta para suas casas por conta dos alagamentos. E isso atinge principalmente quem depende de transporte público.

Muitas pessoas estão cooperando para economia da água, mas temos também aqueles que desperdiçam, como casas com piscinas e clubes aquáticos. Dessa forma, os bons pagam pelos gastões.

Entramos no mês de fevereiro e a crise continua. Agora nos resta torcer para que as chuvas aumentem nas regiões das represas, principalmente na Cantareira.