Todo mundo já sabe que não pode deixar água parada e que é preciso todo o cuidado com o mosquitinho da dengue. Ainda assim, a população e o governo parecem ter se esquecido do velho lema 'é melhor prevenir do que remediar'. Com um dos períodos de seca mais graves da história, a capital paulista impressiona com o aumento do número de infectados pelo Aedes aegypti. A falta de chuva não impediu que o registro da doença na cidade subisse 214%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pela secretaria municipal de saúde. Um homem de 35 anos morreu devido a doença. O caso já foi confirmado pelo Instituto Adolfo Luz, que investigou a causa da morte do paciente.

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No entanto, a prefeitura não divulgou nenhum óbito em seu levantamento.

Zona norte é a parte mais afetada da cidade

A zona norte, região mais afetada do município de São Paulo, receberá, já nos próximos dias, três tendas emergenciais para fazer a triagem de novos possíveis casos. As estruturas serão colocadas em pontos estratégicos e conseguirão receber ao mesmo tempo até cem pacientes. Nessa parte da cidade de São Paulo foram registrados 47% dos pacientes vitimados pela dengue. A taxa de incidência é de 202 casos para cada 100 mil habitantes, o que dá uma média de um doente a cada 500 pessoas.

O objetivo da secretaria de saúde é diminuir a lotação em hospitais e nas unidades de Atendimento Médico Ambulatorial, as AMAs. A pesquisa faz um comparativo com as dez primeiras semanas de 2015 com o mesmo período do ano passado.

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Em 2014, a cidade registrou 1412 casos, neste ano já são 4436. Um aumento que preocupa.

Medidas de conscientização

"Não basta o governo reforçar a saúde com as tendas, remédios e profissionais de diversos hospitais. Se cada cidadão não fizer sua parte, a situação pode piorar", com essa declaração o secretário adjunto municipal da Saúde, Paulo Puccini, pediu que os paulistanos façam sua parte e colaborem para acabar com o problema.

Puccini alertou ainda que quem estiver com algum sintoma da dengue deve procurar o mais rápido possível a unidade de saúde mais próxima de sua residência. Além disso, os pacientes precisam se lembrar de se manterem hidratados. "Beber muita água é fundamental", finalizou.