Consumidores de São Paulo a partir de abril terão suas contas de água e esgoto mais caras. Foi autorizado nesta segunda-feira (30) pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) o reajuste de 13,8% na conta de água e esgoto, a medida será adotada em São Paulo. Segundo informações, o pedido já havia sido feito desde o início de março para a Sabesp, que justificou a necessidade do reajuste em decorrência do 'equilíbrio econômico-financeiro' da empresa, uma medida necessária para preservar a prestação do serviço.

Uma revisão tarifária extraordinária foi realizada pela Sabesp, e determinou que para cobrir as quedas do consumo e as despesas decorrentes da energia elétrica fosse autorizado um reajuste de 6,3%, para chegar aos 13,8% anunciados, mais 7% foram enquadrados com uma correção inflacionária estabelecida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é um índice de acumulo calculado em um ano.

Publicidade
Publicidade

A justificativa para o reajuste está na crise hídrica enfrentada pelo estado de São Paulo. Devido à falta de água, a Sabesp foi diretamente afetada, tanto pela diminuição da receita em caixa, decorrente da diminuição do consumo e pelos descontos concedidos a clientes que economizam, quanto pelas obras necessárias que devem ser realizadas para que o abastecimento não seja prejudicado.

O reajuste requerido pela Sabesp é visto como necessário diante das atuais condições enfrentadas pelo estado quanto ao racionamento de água. Tal fato pode ser comprovado pelo lucro da empresa que despencou em 2014. Em 2013 o faturamento da empresa chegou a R$ 1,9 bilhão, quando comparado ao ano passado, o lucro despencou e chegou a casa dos R$ 903 milhões, um déficit de 6,7% em relação à receita bruta, equivalendo a uma queda de R$ 636 milhões.

Publicidade

Os pontos principais levantados para as perdas financeiras e econômicas da empresa vinculam-se aos descontos concedidos a consumidores que economizam na utilização de água, chegando a uma perda de receita de R$ 1,1 bilhão, além dos investimentos efetuados, que chegaram à casa dos R 3,2 bilhões.

Outro ponto de destaque no rombo orçamentário da Sabesp foi à desvalorização do real, já que 40% da dívida da empresa é vinculada em moeda estrangeira. #Crise