O Sistema Cantareira chegou nesta segunda-feira, 23, a seu 17º dia seguido de elevação em sua capacidade. O reservatório, que é o principal manancial paulista e abastece mais de 5 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, subiu 0,5% de domingo, 22, para esta segunda. Ao término do último fim de semana, o sistema registrava 16,6% de água represada.


A alta também foi a maior desde o dia 9 de março, quando o Cantareira aumentou 0,6%. Naquela ocasião, assim como no domingo, as chuvas foram intensas nas represas, que abastecem o reservatório paulista. O acumulado entre um dia e outro foi de 3,5 milímetros de chuva. Somente neste mês, o sistema já recebeu 189,9 milímetros de água. Para efeito de comparação, a média esperada era de 178 milímetros.


De acordo com o novo cálculo da Sabesp - Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - o volume do Cantareira subiu 0,4 ponto percentual. Segundo a empresa, a nova divisão considera as duas cotas do volume morto para o cálculo geral, o que deixa a represa com 13,3% da capacidade.


Outros reservatórios


Não foi apenas o Cantareira que subiu. O Sistema Rio Claro, por exemplo, com as chuvas, saltou de 41,3% da capacidade para 42,9%. Logo atrás vem a represa do Guarapiranga, que subiu de 83% para 83,8% de domingo para segunda. O Alto Cotia também subiu e atingiu 0,7%, chegando aos 62,9%. Por fim, os Sistemas Alto Tietê e Rio Grande aumentaram 0,2% cada um. Agora, eles operam com 22,9% e 98,3% da capacidade, respectivamente.


Apesar do aumento do volume de água represado nos sistemas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo, a situação ainda é crítica, principalmente, pelo período em que as cidades paulistas vão entrar. A Região Metropolitana chega, a partir do próximo mês, ao período tradicionalmente mais seco, quando as chuvas são mais raras. A Sabesp recomenda o uso racional da água e mantém suas campanhas de racionamento e aplicação de multas para quem aumentar o consumo em relação à média histórica.
#Crise