Emprego, maior salário, uma vida melhor. Esses são os principais objetivos que trazem os imigrantes bolivianos ao Brasil, sendo São Paulo o principal destino. Segundo o Censo Demográfico do IBGE, o número de bolivianos na capital Paulista aumentou 173% em dez anos. No ano 2000 eram 6.568, já em 2010 aumentou para 17.960. De acordo com o Consulado da Bolívia, estima-se que mais de 350 mil bolivianos vivam na cidade de São Paulo e apenas 100 mil são documentados, número este que pode crescer ainda mais.

Conforme Censo 2010, os latino-americanos situam-se entre regiões norte (51,0%) e leste (40,4%) dos municípios tais como: Vila Maria, Belém e Casa Verde. Essa migração boliviana começou a partir de meados da década de 90, período no qual os recém chegados se vinculavam à pequenas oficinas clandestinas.

Exploração no #Trabalho

A busca por uma qualidade de vida melhor e boa remuneração sujeitam bolivianos aceitarem trabalhos clandestinos, boa parte desta comunidade trabalham em indústrias de transformação, popularmente conhecida como indústria têxtil, embora também exista uma menor porcentagem atuando em comércios nos centros da grande São Paulo.

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Em entrevista, a imigrante Adriana Henriques, que está no Brasil há dez anos, revela que muitos aceitam trabalhar mais de 8 horas por dia em confecções, pois recebem um salário maior que na Bolívia, podendo assim ajudar seus familiares. Muitas vezes os trabalhadores são submetidos às condições de miséria e humilhação, moram no local de trabalho, não são remunerados e são demasiadamente explorados.

O advogado trabalhista Leandro Barros afirma que os patrões de bolivianos sem registro na carteira podem ser multados e até processados, pois o registro garante que não ocorram abusos e as horas extras sejam pagas corretamente. 

Cultura Boliviana em São Paulo

Aos domingos é possível apreciar um pouco da cultura boliviana no centro de São Paulo, onde acontece uma feira que reúne mais de 350 mil bolivianos instalados na capital Paulista. Os visitantes podem desfrutar de barracas com comidas típicas do país como: o anticucho (coração de boi no espeto), o chiharrón (carne frita suína), a sashipapa (batatas fritas com uma espécie de salsicha boliviana), além de outras deliciosas culinárias.

Encontram-se também muitos artesanatos, barracas de cabeleireiro, chamado por eles de "peluqueria", cd's, dvd´s, programas de TV bolivianos, cartões telefônicos, entre outros produtos. É também proporcionado aos visitantes, apresentação de danças folclóricas nas datas comemorativas da Bolívia: "Festa das Alacitas" (24/01), carnaval, dia das mães, independência da Bolívia (06/08), aniversário das cidades bolivianas e natal.

A feira funciona o ano todo e é aberta todos os domingos das 11hs às 19hs.

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