A liminar que suspendia a implantação de novas ciclovias em São Paulo foi derrubada pelo presidente do Tribunal de #Justiça de São Paulo, José Renato Nalini, na noite desta sexta-feira (27). Um grupo de ciclistas protestava na Avenida Paulista, principal via da Cidade, no momento da decisão do desembargador.

Em seu despacho, Nalini afirma que o argumento utilizado para paralisar as obras - falta de prévio estudo impacto viário - não é forte o suficiente pois o Ministério Público quer alegar que um estudo deficitário é o mesmo que a não existência dele.

Ao receberem a notícia, o grupo de cerca de 350 ciclistas, segundo a Polícia Militar, comemorou a decisão judicial.

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O protesto foi organizado por um grupo chamado CicloZN que pretendia mostrar ao Ministério Público que a construção das vias seria uma demanda para uma parcela da população. (protestos similares)

Representantes do coletivo de ciclistas ainda informaram que a manifestação é conhecida como "Massa Crítica" e ocorre na última sexta-feira de cada mês em diversos países. O mesmo movimento aconteceu em outras 31 cidades brasileiras.

Imbróglio na Justiça

As obras estavam paradas desde o último dia 19 quando a pedido da promotora de Justiça de Habitação e Urbanismo, Camila Mansour, do MP de São Paulo, o juiz da 5ª Vara da Fazenda Pública, Luiz Guerra, acatou parcialmente o pedido.

O magistrado proibiu a construção de outras vias exclusivas para bicicletas, porém, permitiu a continuidade das obras na Av.

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Paulista. O argumento de Guerra é que a Prefeitura de São Paulo não entregou todos os laudos técnicos pedidos pelo Ministério Púlico em setembro do ano passado, dando um prazo de até 60 dias para o envio. A Prefeitura se comprometeu a entregar a documentação solicitada.

Duas decisões conflitantes em relação ao caso foram tomadas nesta sexta-feira. Inicialmente, a Justiça negou o pedido da Prefeitura para suspender a liminar que pedia a paralisação das obras como havia feito na última quarta-feira (25). Porém, horas depois, o presidente do TV de São Paulo decidiu a favor da Prefeitura.