Quase 58% dos professores do estado de São Paulo já aderiram a greve. No dia 21 de março, os professores votaram a favor da continuidade das paralisações. A votação reuniu cerca de 30 mil docentes na Avenida Paulista. Na última segunda-feira (23), escolas e creches do interior paulista começaram a fechar as portas. Alguns pais de alunos apoiam os professores e não tem levado seus filhos a escola.

A luta dos docentes é pela valorização na categoria. Eles pedem um aumento de 75,33%, igualando o piso salarial ao de outras categorias com nível superior. Além disso, pedem também por melhor qualidade nas escolas públicas, sobretudo, em estrutura e ambiente de #Trabalho digno.

Publicidade
Publicidade

Os professores também reivindicam o fechamento de salas com excesso de alunos.

Segundo o Sindicato os Professores, ainda há muito o que fazer. O Sindicato considera a classe de professores um pouco desunida e que muitos têm medo de perder o cargo, por isso, só aderem a greve quanto a mesma já está forte. De acordo com o Governo do Estado e a Secretária da #Educação, os números passados pelo Sindicato não condiz com a realidade, pois, apenas 2,4% dos professores entraram em greve.

Em comunicado, a Secretaria solicitou que as escolas ignorem a greve e voltem as suas rotinas de trabalho. O órgão pediu ainda, que os líderes grevistas não entrem nas escolas. Caso isso aconteça, será considerado assédio moral. A Secretária informou também, que é possível haver um aumento de 10,5% para aproximadamente 10 mil professores que se submeterem a uma prova e obtiverem bom desempenho.

Publicidade

O que mas intriga os docentes, é o fato de que 10 mil é um número pequeno se comparado com a quantidade de professores existentes no estado.

Os líderes grevistas anunciaram que a paralisação vai continuar por toda a semana. Os professores vão esperar o pronunciamento da Secretária para saber quando será a próxima reunião entre governo, secretaria e sindicato. Nessa história, os mais prejudicados são mesmo os alunos, que estão vendo seus dias letivos indo embora por mais um ano.