O Tribunal de #Justiça de São Paulo negou na última quarta-feira (25), o pedido da Prefeitura de São Paulo, para suspender a proibição das obras das novas ciclofaixas e ciclovias na capital. Entre todas as rotas para bicicletas, que são geridas pela CET - Companhia de Engenharia de Tráfego, apenas a obra da Avenida Paulista está liberada.


Ainda de acordo com a Justiça, a polêmica ciclovia em frente ao Colégio Madre Cabrini, no bairro da Vila Mariana, Zona Sul da cidade, está mantida. O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, confirmou que a decisão foi unânime, e que isso ajudará na retomada de todas as obras de rotas para bicicletas na cidade.


A promotora Camila Mansour Magalhães da Silveira, do Ministério Público de São Paulo, foi quem moveu a ação, pedindo a paralisação total das ciclovias paulistanas. O juiz Luiz Fernando Rodrigues Guerra, da 5ª Vara da Fazenda Pública, analisou o processo e criticou o pedido da promotora, mas acatou a paralisação, por entender que a Prefeitura não liberou os devidos estudos para implantação do sistema cicloviário.


A Prefeitura prometeu enviar os projetos em setembro de 2014, mas até agora não cumpriu o pedido. Para Guerra, a implantação das ciclofaixas 'aparenta melhor estudo e planejamento, com informação prévia à comunidade em geral'.


Meta da Prefeitura


A gestão Fernando Haddad (PT) pretende entregar 400 km de rotas para bicicletas em São Paulo até o fim deste ano. Até o momento, a cidade tem 253,3 km e o custo médio por quilômetro foi de R$ 180 mil nos primeiros 150 km. Já os demais 250 km projetados, estima-se que até o fim do mandato do atual prefeito o custo deva chegar à R$ 250 mil por quilômetro.


A entrega das ciclovias é uma das 123 metas de Haddad em seu programa de governo, segundo declaração feita em 2012, ano que foi eleito. Considerando 17,2 mil km de vias pavimentadas em São Paulo, os 400 km prometidos pelo prefeito representam 2,3% das ruas da capital paulista.


O custo total das ciclovias e ciclofaixas de São Paulo devem chegar a casa de R$ 80 milhões aos cofres públicos. Parte desses recursos sairão do Fundo Municipal do Meio Ambiente (Fema). Com a meta cumprida, São Paulo terá uma malha cicloviária parecida com a das grandes cidades do mundo. A líder deste quesito é Berlim, capital da Alemanha, com 750 km.