Com o incêndio de grandes proporções que atinge uma área industrial no litoral paulista as equipes do corpo de bombeiros estão trabalhando há mais de 140 horas consecutivas para tentar conter as chamas nos tanques de combustíveis da empresa Ultracargo.

Após uma manobra arriscada para fechar um dos tanques de combustível e tentar conter as chamas, o sucesso, que durou não mais do que 2 dias, foi consumido pelas chamas e o tanque voltou a pegar fogo, colocando em risco ainda outros tanques próximos.

A presidente Dilma Rousseff destinou equipes e instrumentos da Infraero e da Força Aérea Brasileira (FAB) para auxiliar no trabalho dos bombeiros e, nesta madrugada, a empresa Ultracargo recebeu o 'cold fire' (fogo frio), que havia importado, e pó químico, da Infraero.

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O material deve auxiliar a controlar a situação, mas técnicos preveem que as chamas devem cessar apenas em 15 ou 20 dias, quando o combustível existente nos tanques queime completamente.

Com uma nova estratégia em punho, 8 equipes montadas para apagar as chamas tentam realizar o resfriamento dos tanques que não foram atingidos pelas chamas. Outras 3 trabalham no controle às chamas.

O incêndio que começou no último dia 2, ainda sem causas conhecidas, atingiu 6 tanques, dos quais 2 ainda estavam em chamas na segunda (6), e outro voltou a queimar nesta madrugada. A temperatura no polo industrial atingiu os 800°c e já foram utilizados mais de 6 bilhões de litros de água do mar.

Impacto ambiental

Com a derrocada em controlar e extinguir as chamas nos tanques de combustível, os mais de 6 bilhões de litros de água acabam retornando para o mar, o que, segundo biólogos, está causando a morte de vários peixes na região.

Ainda não há previsão para o término dos trabalhos e os impactos ambientais ainda são incalculáveis, além de contaminar a água e periclitar a vida marinha, ainda existe a emissão de gases nocivos na atmosfera e poluição do solo.

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Tráfego na região de Santos

A prefeitura informou, nesta segunda-feira (6), que todos os caminhões estão proibidos de adentrar a cidade litorânea. O principal acesso ao porto de Santos, o viaduto da Alemoa, está fechado e os caminhões estão parados entre a Anchieta e Imigrantes.

Os locais de repouso dos caminhoneiros estão lotados e os que não conseguem vagas se acomodam como podem nas rodovias e acostamentos.

A passagem de caminhões só está liberada para cargas do gênero alimentício e farmacêutico. Em nota, a prefeitura de Santos ainda informou que a interdição no acesso ao litoral paulista ainda deverá durar por mais 3 ou 4 dias.

O governo do estado de São Paulo montará estratégia para que não haja fluxo de caminhões para Santos, bem como enviará reforços nas rodovias para que os caminhoneiros que fiquem parados não sejam vítimas de assaltos enquanto aguardam liberação do acesso.