O acidente ocorrido na tarde desta quinta-feira (02) em Barueri, região metropolitana de São Paulo, vitimou cinco pessoas, entre elas, o filho do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A aeronave caiu por volta das 17h20 sobre o telhado de uma casa em construção, em área residencial. De acordo com o corpo de Bombeiros, os cinco tripulantes do helicóptero morreram. Não havia pessoas na casa.

O filho do governador, Thomaz Alckmin, de 31 anos, era piloto profissional, mas não se sabe ao certo se ele estava no comando da aeronave no momento da queda. Fontes indicam que ele ocupava o posto de copiloto. Thomaz era o caçula do político e deixa duas filhas, uma de 10 anos e um bebê de dois meses. Geraldo Alckmin possui outros dois filhos, Geraldinho e Sofia.

Um assessor próximo de Alckmin foi quem deu a notícia ao governador. O tucano encontrava-se em Catanduva, no interior de São Paulo, de onde retornou e preparava-se para ir ao encontro de sua esposa, Lu Alckmin, em Campos do Jordão. Lu retornou à capital paulista e recebeu a notícia do próprio Geraldo Alckmin.

Amigos próximos à família relatam que o governador já havia pedido para que o filho parasse de voar. De acordo com a esposa de Thomaz, Fabíola Trombelli, que ligou para o governador, ele não conseguia falar, apenas chorava com o recebimento da notícia.

A aeronave, modelo EC 155, prefixo PPLS, pertencia à empresa Seripatri Participações. Ela possuía apenas quatro anos de uso e aproximadamente 600 horas de voo. A empresa declarou que o helicóptero teria passado por manutenção preventiva horas antes do acidente e que o piloto Carlos Isquerdo, também vítima da queda, possuía mais de 30 anos de experiência. A Seripatri ainda afirmou que os demais tripulantes eram mecânicos.

De acordo com a Força Aérea Brasileira, o helicóptero decolou do Helipark de Carapicuíba para um voo teste e deveria pousar no mesmo heliporto. Algumas testemunhas afirmaram ter visto uma das pás da hélice se soltar, o que teria causado o acidente.