Desde o início deste ano, os flanelinhas adotaram uma medida abusiva e começaram a cobrar uma taxa extra para quem deseja estacionar seu carro dentro do Shopping Metrô Itaquera. Distante menos de um quilômetro da Arena #Corinthians, o estacionamento do local é utilizado pelos torcedores que vão de carro aos jogos no estádio corintiano.


A prática incomum obriga os torcedores a pagarem os R$ 7 que o shopping cobra pelo estacionamento do veículo, além da "taxa extra" solicitada pelos flanelinhas. Os valores variam, geralmente, de acordo com o nível do veículo estacionado. Há flanelinhas que cobram R$ 20, mas os valores podem atingir R$ 25, R$ 30 ou até mais.


De acordo com a reportagem do 'Bom Dia São Paulo', a prática foi comum com alguns flanelinhas durante o jogo entre Corinthians e Danubio, na noite da última quarta-feira, 1. Há situações em que o próprio flanelinha deixa o veículo estacionado em uma vaga, mas retira o carro após negociar e "vender" sua vaga para um torcedor qualquer.


A maioria dos flanelinhas já adianta que voltará a "trabalhar" no próximo domingo, no jogo entre Corinthians e Santos, pelo Campeonato Paulista.


A administração do Shopping Metrô Itaquera informa que não sabia da prática. Para o estabelecimento comercial, os usuários tem direito a quatro horas de estacionamento se pagar os R$ 7 e não devem arcar com nenhuma outra taxa. O shopping também confirmou que vai investigar o caso e adotar medidas para acabar com a prática.


Mudança no Metrô


Se há problemas para quem vai de carro aos jogos na Arena Corinthians, a situação não é a mesma para quem vai de Metrô. O transporte público é o principal responsável por levar os torcedores até o estádio do 'Timão' e o horário de funcionamento é estendido desde o ano passado. Em dias de jogos às 22h no estádio em Itaquera, as estações do bairro (Corinthians-Itaquera e Artur Alvim) ficam abertas até às 00h30. Já os trens da CPTM operam até as 00h50.


O acordo foi costurado em julho de 2014, quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, os então secretários de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Julio Semeghini, e dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e o presidente do Metrô, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, aceitaram o pedido de aumentar o horário de funcionamento do Metrô feito pelo então presidente do clube paulista, Mario Gobbi, e pelo ex-presidente Andrés Sanchez.