Na última quinta-feira, 2, uma funcionária das cabines de recarga do Bilhete Único foi estuprada na Estação República do Metrô, em São Paulo. A informação foi divulgada pela empresa parceira do Metrô. O caso foi registrado no mesmo dia, mas só veio à tona nesta segunda-feira, 6. A jovem, que tem 19 anos, trabalha para a Prodata Mobility, companhia que presta serviços ao Metrô há quatro anos. Ela e a empresa confirmaram as informações.


O diretor de contratos da Prodata, José Carlos Martinelli, afirmou que a jovem encerrava seu turno, às 23h30 de quinta-feira, quando foi surpreendida por assaltantes. A empresa não revelou quantos homens atacaram a funcionária, mas pelo menos um deles invadiu a cabine que fica na Rua do Arouche, no Centro de São Paulo, e violentou a jovem.


Martinelli também confirmou que os criminosos destruíram as câmeras de segurança da cabine. O caso foi registrado na madrugada de sexta-feira, 3, e a Prodata afirma que está trabalhando para ajudar a polícia, além de fornecer apoio médico e psicológico à garota.


O local onde a vítima trabalha é uma instalação do Metrô e as tentativas de assalto ao posto são frequentes, segundo Martinelli. Além do depoimento no dia seguinte ao caso, a jovem voltou à delegacia nesta segunda, 6, mas ainda não havia boletim de ocorrência online disponibilizado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.


Respostas


O Metrô declarou por meio de nota oficial que fez o atendimento à jovem e está ajudando a polícia a investigar o #Crime. A diretoria do serviço público também garante que tem mais de mil agentes de segurança em suas linhas e mais de 3 mil câmeras de segurança nas estações, plataformas e dentro dos vagões da CPTM e do Metrô.


O Sindicato dos Metroviários de São Paulo também divulgou uma nota nesta segunda prestando solidariedade à funcionária estuprada na última semana. De acordo com o Sindicato, a Secretaria das Mulheres da entidade, os funcionários e diretoria se "sentem violentados, indignados e se solidarizam com a funcionária vitimada".


O Sindicato também pediu que a cabine onde trabalha a jovem seja fechada, pois, no período da noite falta segurança na região.
#Violência