Está proibida a entrada de caminhões no porto de Santos pela margem direita do litoral de São Paulo. A decisão foi tomada pelo Gabinete de Crise instalado na cidade para gerenciar o incêndio que já dura mais de 100 horas, a medida deve durar pelo menos até a sexta-feira (10).

A margem direita do porto é umas das principais vias de acesso para o escoamento da produção industrial e agrícola do Brasil. A decisão tomada não é válida para a margem esquerda do porto, que até o momento opera normalmente.

Serão liberados apenas caminhões que carregam alimentos perecíveis e medicamentos, os quais representam entre 5% a 7% de todas as cargas que circulam pelo porto.

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Segundo a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), em média, 12 mil caminhões acessam diariamente a margem direita do porto de Santos. Neste trecho estão 46 de um total de 55 terminais do complexo.

Os motoristas estão sendo orientados a retornarem ao local de origem ou aguardar com os caminhões estacionados em bolsões. Em rodovias próximas e também no Rodoanel, policiais rodoviários alertam e orientam os caminhoneiros sobre a proibição da entrada ao porto.

A notícia da proibição da entrada de caminhões pelo lado direito da margem veio de Alexandre de Moraes, atual secretário de Estado da Segurança Pública, que participou de uma entrevista pela manhã, que contava com a participação de representantes da prefeitura de Santos e do corpo de bombeiros, responsável em conter o fogo, o que permitiu avaliar a situação em que o incêndio se encontra.

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O secretário também fez um apelo para as empresas transportadoras, para que evitem enviar caminhoneiros para a cidade, pelo menos até que a situação se normalize. "Então as empresas devem se programar, os terminais devem se programar, porque isso é um motivo de força maior e quem não pode ser penalizado é o munícipio de Santos", afirma o secretário.

O bloqueio da margem está provocando um congestionamento do km 33 ao km 39. O acesso ao viaduto da Alemoa ainda continua fechada.

O incêndio

Segundo a prefeitura, o corpo de bombeiros conta com 30 mil litros de espuma especial em reserva. E dispõem também de uma viatura equipada com visão térmica, permitindo identificar o calor, mesmo quando não há chamas nas proximidades. Os bombeiros ainda utilizam um aparelho do exército, que ajuda a detectar partículas sólidas e de gás no ar. A estimativa é que o incêndio seja apagado ainda nesta segunda (6).