A entrega das linhas 17 (Ouro), do monotrilho, e 5 (Lilás), do Metrô de São Paulo, vão atrasar e começarão a operar apenas em 2017. Esta é a nova previsão que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PDSB), divulgou na última segunda-feira (30), ao lado do secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni.


As duas obras são para melhorar a mobilidade urbana da Zona Sul de São Paulo, onde ficam os dois ramais. A linha 17 será o futuro transporte sob trilhos que ligará o Aeroporto de Congonhas à Marginal do Rio de Pinheiros, no bairro do Brooklin, em sua primeira fase. Já o Metrô da Linha 5 vai interligar o bairro de Santo Amaro à Chácara Klabin, passando por Campo Belo, Moema e Vila Clementino.


Ambas as linhas tinham promessa de conclusão para 2014. As obras da Linha 5 começaram em 2010 e a conclusão deveria acontecer ainda naquele mandato de Alckmin. Já a Linha 17 começou a ser construída em 2012, com previsão para operar até a Copa do Mundo. Até o momento, apenas a estação Adolfo Pinheiro, da linha 5, foi inaugurada. Agora, a ideia é entregar quase toda Linha Lilás em 2017 e a estação Campo Belo no ano seguinte.


De acordo com o governador de São Paulo, a nova meta é entregar as estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin no primeiro semestre de 2017. Já no segundo semestre, o governo do Estado pretende inaugurar mais seis estações da Linha 5 e apenas a estação Campo Belo ficará para 2018.


Atualmente, há três aparelhos que escavam e concretam os túneis do Metrô, os chamados tatuzões, trabalhando ao mesmo tempo na Linha 5. O governo entende que o quinto ramal do Metrô transportará até 780 mil pessoas por dia.


Linha 17-Ouro


A previsão inicial era para entregar a linha em 2014 com a utilização do estádio do Morumbi na Copa do Mundo. Como o estádio foi descartado em seguida, o governo reajustou o ritmo dos trabalhos e adiou a entrega do monotrilho para 2016. Agora, a previsão é 2017.


Os pilares dos trilhos, que serão todos por superfície no alto, já estão erguidos nas Avenidas Jornalista Roberto Marinho e Washington Luís. O secretário Pelissioni explicou que a parte mais difícil desta obra é a construção do pátio dos trens do monotrilho, que ficará em cima do piscinão da Roberto Marinho. Mesmo assim, ele garantiu que a obra está em ritmo acelerado, com algo entre 400 e 500 funcionários trabalhando de manhã e de tarde.