O incêndio de grandes proporções em tanques de combustíveis na cidade de Santos já dura uma semana. Além de afetar a população que vive perto da área atingida e o meio ambiente, também foi comprometido o sistema de transporte de grãos como soja e farelo, já que, há restrições quanto a entrada de caminhões na margem direita do porto.

A safra deste ano bateu recordes no Brasil e, já é considerada uma das maiores já ocorridas, portanto, as restrições acabam atingindo toda a população, que aguarda pelos grãos e também o comércio com outros países, que importam nossos produtos.

De acordo com os dirigentes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal (Abiove), o Porto de Santos deveria exportar, apenas em abril, 3 milhões de toneladas de soja, valor que, inclusive, representa grande parte do número projetado para o ano todo de 2015.

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No entanto, com o incêndio, o transporte fica defasado.

Assim, a Abiove pediu que a Prefeitura de Santos desse sinal verde para multinacional ADM receber caminhões durante o dia, já que, o terminal da companhia está situado no final do porto da cidade paulista.

Caso as restrições prossigam, a Abiove já visa o porto de Paranaguá, que recentemente investiu para aumentar a capacidade de embarques e, portanto, pode suprir a demanda por soja, segundo o secretário-geral da Associação, Fábio Trigueirinho.

A Abiove é responsável por representar as principais empresas exportadoras de soja do Brasil, como Bunge, Cargill, ADM e Amaggi.

Relação com a China

A China é um dos principais compradores da soja brasileira, importando cerca de 70% do total exportado, e, para os dirigentes da Abiove, a relação com o país asiático não deverá ser afetada.

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"Não há opções (de origem de soja)... (Os problemas) não são suficientes para a China dizer 'não vou comprar mais'", afirmou o presidente da Associação, Carlo Lovatelli, durante uma entrevista realizada na sede da associação.

Além do Brasil, Estados Unidos e Argentina são os maiores produtores globais de soja. #Negócios