A Justiça de São Paulo vetou, nesta quinta-feira, 2, a propaganda do Sindicato dos Professores (APEOESP) que incentiva pais a não levarem os filhos para a escola. A propaganda era um resultado da #Greve dos professores das escolas estaduais, que já dura três semanas.

A decisão foi tomada pela juíza Laís Helena Bresser Lang Amaral, da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, após ação civil. De acordo com a decisão, a incitação para que os pais não enviem seus filhos para escola é ilícita e prejudica os interesses dos menores.

Foi determinado que a APEOESP retire a propaganda de sua página, estando proibida qualquer vinculação em outro meio de comunicação.

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A multa em caso de descumprimento da ordem ficou estabelecida em R$ 100 mil, por dia de infração. A APEOESP afirma que vai recorrer.

A greve

A greve dos professores do Estado de São Paulo foi iniciada no dia 16 de março. Em assembleia realizada nesta quinta-feira, os professores decidiram pela manutenção da paralisação e, em seguida, caminharam pela Avenida Paulista em direção à sede da Secretaria de Estado da Educação, na Praça da República. A polícia militar estima que cerca de mil manifestantes participaram do ato.

A classe reivindica um reajuste de 75% e melhores condições de trabalho. Em reunião com o governo do Estado, realizada na última segunda-feira (30), não se conseguiu chegar a um acordo entre as partes. O sindicato dos professores teria encaminhado, durante o encontro, um projeto de lei para ampliar os benefícios concedidos aos professores contratados em regime temporário.

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O governo afirma que o projeto será encaminhado para a Assembleia Legislativa do Estado para análise.

Na última quarta-feira (01), a sede da Diretoria Regional de Ensino em São Bernardo do Campo, no ABC, foi invadida por cerca de 30 grevistas. De acordo com a Secretaria de Educação, a ação deixou dois funcionários do estabelecimento feridos e o prédio da diretoria depredado. No entanto, os manifestantes afirmam que os professores foram reivindicar seus direitos, mas acabaram sendo recebidos por segurança armada. Um grevista ficou ferido no braço.