A situação da demanda para controlar o incêndio no município de Santos é preocupante e já entra no sexto dia. O trabalho do Corpo de Bombeiro é intenso e cansativo, para ajudá-los foi enviados duas matérias-primas únicas. Segundo o Comandante da Defesa Civil de Santos, Daniel Oniais, um dos materiais é um produto muito poderoso chamado cold fire, ou seja fogo frio.

Daniel disse que o produto é semelhante ao já usado no combate ao incêndio, mas que este é mais poderoso em relação a capacidade de controlar o fogo. O outro é um produto cedido pela empresa Infraero que é um pó químico especializado para combater incêndios em aviões ou aeroportos.

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A presidenta Dilma apoiou a empresa Infraero e a Força Aérea Brasileira que estão prestando auxílio ao governo do Estado de São Paulo e à prefeitura do município de Santos em relação ao incêndio.

A ignição começou, na quinta-feira (2), nos tanques da empresa Ultracargo e ainda há tanques em chamas. Os bombeiros correm contra o tempo. As últimas estratégias foram os resfriamentos em 21 tanques pelas laterais. A partir de agora, é possível atacar diretamente as chamas, disse o capital Marcos Palumbo. No processo, serão utilizado 50 mil litros de espumas a serem distribuídas em três caminhões.

Devido ao incêndio, o gabinete que está instalado em Santos para administrar o problema decidiu vetar a entrada de caminhões pela margem direita de porto do Santos que é uma das principais vias, a parte da margem esquerda opera normalmente.

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Essa tragédia é uma das missões mais difícil para os bombeiros, eles têm que agir com segurança, porque mesmo que eles apaguem o fogo de vez, o líquido quente pode sofrer uma ignição e recomeçar o fogo, pode até haver risco de explosões.

A operação envolve 36 caminhões, 118 homens do Corpo de Bombeiros e 4 embarcações. O custo e as despesas estão sendo bancadas pela empresa Ultracargo. Ela informou que não mede esforços e faz de tudo para colaborar com a ação, disponibilizou mais de 140 funcionários. Ela também monitora a área para evitar o risco ambiental próxima o incêndio.

Os moradores que moram próximo ao local, não estão abrindo portas e janelas das suas casas, com medo da fumaça do incêndio prejudicar a saúde deles.