A #Greve dos professores da rede estadual paulista está mantida. Em assembleia realizada na tarde dessa sexta-feira (10), os professores decidiram manter a paralisação, que já dura 26 dias. As principais reclamações dos professores são os baixos salários, com reajuste abaixo do índice inflacionário, salas superlotadas, infraestrutura precária, ausência de verba, baixo repasse para as escolas, entre outras contestações.

Paralisação

Após a assembleia, um grupo de 60 mil pessoas, segundo os manifestantes, e de 5 mil, segundo a Polícia Militar, caminhou até o Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo Estadual, para protestar.

Publicidade
Publicidade

Quando chegaram a sede, os manifestantes gritaram frases como: "Boa tarde, seu Geraldo. Aqui não tem arrego, vou tirar o seu sossego". Os deputados do Psol, Ivan Valente e Carlos Giannazi, estavam presentes no ato.

Um novo protesto está marcado para a próxima sexta (17), em plena Avenida Paulista, tradicional palco de reivindicação dos docentes.

Discordâncias

O movimento diz que já teve adesão de 75% dos professores, enquanto o Governo Paulista, por meio da Secretaria de #Educação, contesta esses números e diz que apenas 9% dos professores aderiram à greve. Com isso, as aulas estariam seguindo normalmente, sem nenhum atraso no calendário e os professores ausentes seriam substituídos por professores temporários.

Em nota, a secretaria disse que "não pode pactuar com o movimento que tem incitado os pais a não levarem seus filhos às unidades escolares para inflar a paralisação".

Publicidade

A pasta ainda argumenta que deu aumento de 45% nos salários dos professores.

Desleixo

A grande questão é que o Governo Alckmin vem tratando a educação com muito desleixo nesses últimos tempos, por isso, as greves têm aumentando. As três Universidades Públicas (USP, Unesp e Unicamp), por exemplo, contam com extensas paralisações. A Unesp, no ano passado, teve quase 4 meses de greve, a Usp também ficou um grande tempo paralisada. Estes são sinais claros de que a educação não está sendo tratada como devia.

Aliás, o Estado de São Paulo não anda tão bem: falta de água, fechamento de hospitais, criminalidade alta, enfim, são vários os problemas que o Governo deve resolver.