O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva fez um pedido especial a atual presidente Dilma Roussef. A liberação de R$8 bilhões referentes a recursos do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) para a prefeitura de São Paulo, comandada pelo prefeito petista Fernando Haddad. O pedido foi feito na reunião de sexta-feira (22) em visita do ex-presidente na Granja do Torto, residência oficial da Presidente da República.

O prefeito paulistano espera pela verba desde o ano passado, porém não recebeu o aval da Presidente da República. O dinheiro será destinado na reurbanização de favelas, em 12 obras de prevenção de enchentes e moradias para 55 mil famílias.

Publicidade
Publicidade

A ideia do ex-presidente Lula é criar a marca de Haddad na periferia da cidade para que ele conquiste a reeleição no pleito do ano que vem.

Atualmente, Haddad sofre rejeição de 44% da população paulistana, e o partido dos trabalhadores tem sofrido em São Paulo uma crescente rejeição que vem vinculada ao #Governo Federal. O plano do PT é recuperar as forças nas periferias da cidade, que sempre foi sua força eleitoral. Esse espaço era ocupado pela atual senadora Marta Suplicy, que recentemente se desfiliou do partido.

Haddad, na prefeitura desde janeiro de 2013, parece ainda não ter conseguido ocupar esse espaço e causa preocupação na cúpula do partido.

Outro pedido de Lula foi para que ministros do Governo Federal que tenham base em São Paulo passem a ter uma agenda política mais intensa no Estado, de preferência na capital.

Publicidade

A grande dificuldade de ajuda a Haddad com recursos para as obras está justamente no ajuste fiscal que o Governo Federal precisa realizar para acertar as contas. No dia do pedido de Lula para que se libere os R$8 bilhões para São Paulo, o Governo Federal anunciou um corte de R$25,9 bilhões do próprio PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Portanto, apesar do esforço do ex-presidente, ministros são céticos quanto ao sucesso da demanda. "Esta difícil uma ajuda nesse sentido. Talvez o prefeito precise se virar sozinho", disse um dos ministros sob condição de anonimato. #Dilma Rousseff